
Quando o agora metamorfoseia-se em depois, a gente tem muito mais segurança de olhar, muito menos medo de tentar entender o que sentiu.
Entendi muitas coisas que antes não compreendia... Descobri-me mais falível do que pensava e que a minha carapaça pode sim ser corrompida... A minha alma não é de diamante.
E o Destino? O Destino é apenas o plano B do universo.
Entendi que o Respeito e o Zelo são os pés direito e esquerdo do AMOR... Sem eles é impossível caminhar pra onde quer que seja;
Que palavras vazias são as fiéis escudeiras da futilidade, e por isso aprendi a desconfiar dos lábios em que dança muita lisonja.
Experimentando, percebi que para o ansioso que espera, os segundos passam como os passos lentos da cautela; e que, ironicamente, a velocidade que meus passos nunca alcançaram, é vergonhosamente subjugada pela avidez de meus pensamentos. Nem sempre bons.
Compreendi que nem tudo é uma questão de ponto de vista. Principalmente se for para sua vida que estiverem olhando.
Não me surpreendi ao perceber que assim como crianças alimentam-se de fantasia, têm seus lugares mágicos, amigos imaginários... Os Adultos também. Só que eles não sabem.
Entendi que a gente nunca deveria esquecer que pessoas não são bancos nem espelhos em que depositamos tudo que queremos lucrar de volta... Em puro reflexo. E que o grande segredo pra escrever bem sobre o amor é concentrar-se nas mentiras alheias. Os amores inventados são os melhores! Amor é a ficção mais ‘perversa’ e mais gostosa que já existiu.
Constatei que Superação é aquilo que você só consegue quando tem absoluta certeza de que não há mais nenhuma saída; e que se você caminha sempre com os mesmos sapatos, segue pelas mesmas ruas, vira sempre nas mesmas esquinas... Não pode reclamar a falta de mudanças.
As marcas na minha pele me ensinaram que a Tristeza é a máscara mais sacana do diabo... O problema é que a gente a toma emprestado de vez em quando. E por isso, quero somente um coração brando. Do tipo que só se aquece quando maliciosamente provocado.
Aprendi dolorosamente que sou do tipo que tem Saudade. Saudade é a mais infame pieguice que os homens inventaram para não esquecerem uns dos outros. Mas, que aquilo que detenho torna-se fruto de egoísmo... Então forço-me a deixar que o vento leve sem medida... Sacuda, remova... Pra que transfigure-se... Aceitar a liberdade e a ausência, só é possível a quem ama.
Na tabuada que decorei a custo, lia-se que pessoas amargas têm mania de enxergar nanismo nas outras; que ter dedo podre não é sempre escolher o fruto errado é, só por apontar, fazer secar a árvore inteira... E por fim, que eu quero querer a medida menos exata, o querer fosco e paciente que só é possível aos que tem a certeza da conquista.
Não há desmerecimento na falha, há apenas mais humanidade. O perdão que recebo é infinito, mas ainda assim, todos os meus erros devem ser meramente acidentais.
Então, depois de tantas lições, comecei simplesmente a orar por Longanimidade.
3 comentários:
"Entendi que a gente nunca deveria esquecer que pessoas não são bancos nem espelhos em que depositamos tudo que queremos lucrar de volta.."
Concordo demais com a passagem amcmmima amiga, leia o meu texto "As pessoas estão fantasiadas" lá no blog!
No mais amiga...A saudade é piegas, mas sempre a teremos, de pessoas e coisas...E no mais, um feliz 2010 e de ato, longanimidade de dias e pensamentos é o que te desejoo!!
Borboleetaa!!
"Não me surpreendi ao perceber que assim como crianças alimentam-se de fantasia, têm seus lugares mágicos, amigos imaginários... Os Adultos também. Só que eles não sabem."
:O
Me arrepie todo. auhahauhauaa
Muito bom esse texto. Me lembrou "O Menestral" de Sheakspeare [tá podendo hein?]
Você sempre acaba me surpreendendo.
E só pra constar, é recíproco: você é insuportável também.
Tá bom de atualizar já. XD
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