
Tem dias que me sinto mastigada...
São dias de acordar e não tirar o pijama do cansaço... É nesses dias que gosto de escrever. Ao sabor do café que não bebo e sem saber no que resultará.
A verdade é que sou um opúsculo. Não há tanto o que se desvendar.
Poupe-me daquele viver malquerente de velha ranzinza que cria gatos.
Eu me desfolho um pouco mais a cada dia...
É o derretimento provocado pelo amor que recebemos que dissolve a ansiedade, a culpa... Qual a medida de amor você tem distribuído?
Eu não sei...
Minhas pétalas estão sendo arrancadas pela rotina
E há um quê conflituoso cada vez que penso...
Tenho me desfolhado.
Minhas camadas de filó não escondem mais minha vergonha.
Tenho vivido de recortes e é como se descortinassem desafios para estampar na minha cara a insegurança.
Hesitante...
Quero mudar, só não sei quais portas devo fechar ou abrir agora...
Por enquanto tenho permanecido na janela com esperança boba de que o mundo todo caiba naquela paisagem que vejo quadrada...
A paisagem me dá um sonho, e me vejo vestida de xadrez vermelho, cercada de bagagens.
Querendo peneirar todas as minhas pequenas questões,
Querendo a tranqüilidade fugidia,
Comendo no tapete e vivendo, enquanto tudo pega fogo ao meu redor.
Não estou só.
É como se eu fotografasse a tragédia enquanto as chamas crescem e o sofrimento se avoluma...
Mas se eu morrer as fotos também não serão consumidas?
E se o fogo devorar a carne dos que eu tanto quero registrar de que valerão as imagens?
Desperto cansada de procrastinar.
Já sem folhas, e temerosa porque sei que o inverno ainda não acabou.
Pego um papel e escrevo um bilhete com o lápis trêmulo entre os dedos:
São dias de acordar e não tirar o pijama do cansaço... É nesses dias que gosto de escrever. Ao sabor do café que não bebo e sem saber no que resultará.
A verdade é que sou um opúsculo. Não há tanto o que se desvendar.
Poupe-me daquele viver malquerente de velha ranzinza que cria gatos.
Eu me desfolho um pouco mais a cada dia...
É o derretimento provocado pelo amor que recebemos que dissolve a ansiedade, a culpa... Qual a medida de amor você tem distribuído?
Eu não sei...
Minhas pétalas estão sendo arrancadas pela rotina
E há um quê conflituoso cada vez que penso...
Tenho me desfolhado.
Minhas camadas de filó não escondem mais minha vergonha.
Tenho vivido de recortes e é como se descortinassem desafios para estampar na minha cara a insegurança.
Hesitante...
Quero mudar, só não sei quais portas devo fechar ou abrir agora...
Por enquanto tenho permanecido na janela com esperança boba de que o mundo todo caiba naquela paisagem que vejo quadrada...
A paisagem me dá um sonho, e me vejo vestida de xadrez vermelho, cercada de bagagens.
Querendo peneirar todas as minhas pequenas questões,
Querendo a tranqüilidade fugidia,
Comendo no tapete e vivendo, enquanto tudo pega fogo ao meu redor.
Não estou só.
É como se eu fotografasse a tragédia enquanto as chamas crescem e o sofrimento se avoluma...
Mas se eu morrer as fotos também não serão consumidas?
E se o fogo devorar a carne dos que eu tanto quero registrar de que valerão as imagens?
Desperto cansada de procrastinar.
Já sem folhas, e temerosa porque sei que o inverno ainda não acabou.
Pego um papel e escrevo um bilhete com o lápis trêmulo entre os dedos:
“- Não sei se o que mais me assusta é a neve ou o fogo,
mas eu saí... Ainda tem muita gente lá fora mais perdida do que eu.
Pode ser que um dia eu volte.”
