27 de dezembro de 2008

Calma, tempo e certeza

Postado por Keu Azevedo em 27.12.08 5 comentários
Como mentir diante das evidências?
Meus brinquedos já não brincam mais comigo,
Minha lupa desbotada, não amplia nada... Disseca.
O elástico que eu pulava agora me enlaça,
As bonecas são tão levianas que me irritam.

De que preciso?
- De calma, de tempo, de certeza.

As borboletas me dão medo,
São meu futuro que ainda desconheço.
Os fogos me assustam:
São rugidos passageiros,
Brilho efêmero que em mim desfalece.

Não sei se amanhã levantarei,
Se colocarei os pés no chão frio
E me arrastarei até a pia...
Não sei.

As minhas reservas são de cobre,
E os meus bens são corrosivos:
Corroem a mim e a tudo quanto sou.
Mas não consigo me livrar deles,
São a maconha do meu ego.

De que preciso?
- De calma, de tempo, de certeza.

A terra me chama pra miudeza
Mas o dia me mostra o sol.
O homem me quer ferino,
Mas a noite me amolece...

Se eu ao menos tivesse um alicerce...
Quereria menos o que não me cabe,
E mais o que me pertence.

Tento me tranqüilizar,
Mas a tranqüilidade é escorregadia pros temperamentais.
Tento esperar,
Mas esperança é veneno paliativo pros ansiosos,
Então, me apego à única certeza que tenho:
- A verdade é realmente uma só.

24 de dezembro de 2008

espírito natalino?

Postado por Keu Azevedo em 24.12.08 2 comentários

Que espírito mais fantasioso é esse que possui as pessoas nessa época do ano?
É o espírito da culpa de um ano inteiro disfarçado de bondade, é uma melancoliazinha oportunista que só faz acentuar as desigualdades.
Não estou dizendo que sou contra doações de qualquer tipo, pelo contrário, sou muito a favor... Só que as pessoas não tem fome, frio e outras necessidades apenas em dezembro. Se tem que fazer, que ser “bonzinho”... Seja o ano inteiro oras! Até a própria ideologia patética do papai Noel prega isso: “se você for um bom menino(a) durante O ANO...”
Acho que esse espírito manifesta-se numa ideologia de descarrego: fui sacana com meus familiares o ano todo, vou convidá-los para uma ceia (afinal Natal é tempo de reconciliação); fui ditador o ano todo com os meus funcionários, simples: dou-lhes uma cestinha com panetone e um bônus de qualquer coisa, está resolvido! (Natal é época de perdoar, eles o farão); Soneguei impostos, neguei comida, fui avarento, mesquinho... Solução: Faço umas cestas básicas e distribuo pros famintos, coitadinhos os que não têm o que comer... Ooohhhh!
Que bizarro!
Não estou generalizando, ainda acredito em pessoas de coração reto. Esses sim dão esmolas (é, esmola mesmo, pra mim nem sempre é pejorativo) quando ninguém está vendo, ajudam sem querer retorno nem mesmo de Deus, servem com gratidão e ninguém entende.
Esses alimentam antes seus vizinhos que precisam, e não esperam apenas uma tragédia em outro estado pra se sentir compadecidinhos da silva. Esses conseguem enxergar nas crianças negras, catarrentas e sujas, magras, com deficiências físicas ou mentais aquele próximo de que Jesus falou.
Então será que basta cantar os jingol’s da rede globo: “Hoje é um novo dia, de um novo tempo...”, ficar choramingando com os episódios especiais de seriados, novelas, com os filmes feitos sobre isso (afinal, eles sempre têm uma mensagem tão linda!) e depois desligar a TV e ir se esbaldar de peru Sadia? Grande ensinamento, grande comoção!
Não é teu R$ 5,00 doado pro Criança esperança ou pro Teleton que te fazem melhor!
Chega dessa hipocrisia! Entende que você não precisa fingir?!
Compra mesmo tua roupa no shopping, sai pra encher a cara com os amigos [depois do amigo secreto da família né?! Aquele em que todo mundo repete as mesmas características na hora de entregar o presente comprado – às vezes pra alguém que você não está nem aí – do tipo: “o meu amigo secreto é uma pessoa muito alegre...” (^^) Fala sério.] dance, beije e curta... Que se danem de uma vez os outros, correto?!
Mas pra você que não vai conseguir ver todas aquelas luzes na rua e não lembrar daquela mãe que perdeu seu filho com um tiro na nuca, (independente se ele era culpado ou não, era filho, FILHO), dos que estão lá na África agonizando por conta de malária por exemplo, dos moradores do seu bairro que dormirão antes da meia-noite morrendo de fome.
Não quero te comover, nem eu sei o que posso mesmo fazer entende...?
Mas tá doendo tanto em mim, tanto mesmo... De saber que enquanto eu vou estar feliz com os meus amigos, que vou dormir na minha cama fofinha com meus ursinhos: Tom, Alegra, Eva, Muniz e Crespo (são os 5 nomes deles msm), tem gente de carne e osso sem mais um fio de esperança... Gente sofrendo, lamentando ou praguejando por essa merda toda espalhada no mundo...
Eu só não quero estar insensível. Só eu sei o quanto pesa e me fere, o quanto eu quero fazer alguma coisa... Mas não sei. Todo o meu conhecimento em Literatura ou o seu talento pra fazer qualquer coisa não tem proveito se for baseado em egoísmo.
Por isso detesto esse espírito natalino falso, tão medíocre, tão fútil... Eu não posso solucionar tudo, não posso consolar uma pessoa sequer que perdeu sua casa e seus parentes em SC ou em qualquer outro lugar. Mas eu posso dispor de um pouco de mim: de dinheiro, de comida, de tempo e dedicação sinceros se eu não possuir os anteriores, e posso fazer algo de bom em prol de unzinho, um.
Então eu deixo aqui o recado: pelo menos um. Eu não posso saciar a fome do mundo, curar todos os enfermos, abrigar, cuidar e trabalhar por todos. Mas posso começar com UM, dois... Indignar-se apenas não basta, chorar apenas também não.
Menos espiritismo, mais ação.
O que você vai fazer nesse Natal?



Ps.: esse post é bem duro e doloroso pra mim. É justamente o que penso... Essa raiva, esse desejo... Eu literalmente escrevi chorando, porque como diz Ane (uma amiga): “cada um anda conforme a medida de luz que recebe” eu recebi luz até aqui, e essa luz tem me motivado, me impelido a andar...
Desculpem o radicalismo e mais uma vez o excesso de emoção nessas linhas, mas eu sou assim.

UM FELIZ NATAL! Lembrem-se: pelo menos um.

21 de dezembro de 2008

Comemorando: férias, férias, férias!

Postado por Keu Azevedo em 21.12.08 4 comentários

E depois de uma verdadeira Odisséia, finalmente chegaram as férias!
Caramba! Eu já tava pra pedir arrego!
Agora exponho aqui os meus planos miraculosos: primeiro, lógico, pretendo dormir horrores! Depois comer tudo que tenho direito em porções abundantes, (dessa vez supero meus 49/50 kg), ler coisas que eu tava com vontade e não podia (inclusive Guimarães Rosa), dormir mais um pouco, comer mais um pouco, ficar na net, sair qdo tiver realmente algo interessante, comer mais, dormir mais... Assistir muitoooooos filmes (aiiii! Mal posso esperar!), ocasionalmente resenhar com a galera (não pode faltar claro), e... Eu já falei que pretendo dormir e comer bastante?!
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Pode parecer tosco pessoal, mas minha alimentação é péssima durante o período letivo: vivo de lanches, frituras, refrigerante e nem sempre almoço ou tomo café direito... (pensando bem naquelas guloseimas... não é tão ruim assim! Hehehehe) já as horas de sono são mesmo escassas, às vezes durmo apenas 3 horas e saio pra correria do dia seguinte como se nada tivesse acontecido. Isso me deixa exausta... Fora o cansaço mental e o stress com trab e UEFS... Não estou necessariamente reclamando, agradeço a Deus por ter um trabalho e um curso pelo qual sou apaixonada, mas peraê né fio?! Preciso de momentos de vegetal de vez em quando.
Então, se quiser falar comigo: mande um e-mail, um sms, telefone, deixe um scrap, comente no blog, entre no MSN, aceito até carta pelo correio (eu amo cartas), ou faça ainda melhor: venha me visitar! Desde que seja depois das 10:00 am.
Estarei em casa ou por ai... Aproveitando com muito juízo esses dias de mangue, que só cessarão em fevereiro de 2009.
Um super-hiper-ultra-mega-blaster abraço para os Raros que visitam esse humilde blog e podem acompanhar minhas fases através desses escritos aqui. Os posts não acabaram e serão um pouquinho mais freqüentes agora – tempo vadio gera reflexão que gera texto que gera post.
Tô preparando um sobre esse tal de “espírito natalino”... Lá ele! Kkkkk
XerO e vamo “reguear”! Uhuuu!



Ps.: Segundo o meu decreto de férias está terminantemente proibido estudar qualquer coisa, fazer algo forçoso e enfadonho, e o mais importante: nada de exercício físico, eu precisaria de mais 2 meses de férias pra me recuperar...Viva o Garfield! rsrs

Ps.2:Sou esquisita mesmo: não gosto de praia! A imagem desse post é a cara das minhas férias ideais...Adicione ai algumas árvores pra descansar (ou ler) em baixo. rsrs

Ps.3: Nem tudo é esculhambação e resenha também... Tô bolando um jeito de fazer algo pros outros. Quem lê o que ponho aqui sabe que apesar desse tom constante de “não levar tão a sério”, sou muito incomodada com o que acontece ao meu redor... Não é uma questão de caridade, solidariedade...blábláblá. É questão de dever, de chamado, de ministração de AMOR.
Isso não é meramente opcional. Vamo vê aí.

19 de dezembro de 2008

Um começo

Postado por Keu Azevedo em 19.12.08 4 comentários


Eram classicamente onze horas.
Nina olhava a janela entreaberta com um misto de temor e orgulho ferido.
O que fazer agora?
Suas mãos suadas deslizavam enquanto ela as esfregava, piscava aceleradamente, mas seu coração tinha um compasso estranhamente lento, compasso fúnebre...
Em breve Sinho chegaria, sempre o mesmo Sinho.
Ela estava sozinha em casa, sozinha na rua, talvez sozinha pra sempre.
Mais umas três piscadelas nervosas... Tão diferentes das que costumava esbanjar noutras noites.
O ponteiro dos segundos se remexe com desdém, ri de Nina, de sua cara opaca e seu cabelo tingido.

Onze e cinco.
Nina sente um torcicolo, torcicolo inventado pela massa cefálica angustiada.
O que fazer?
Esse Sinho que não chega... Mas e se chegar? O que fazer?
Nenhuma resposta, apenas uma chave girada com barulho discreto.
Era a Marta, o que se pode convencionalmente chamar de amiga.
Olha Nina com aquele olhar de reprovação, olhar de mãe quando filho quebra o vaso da estante, olhar de torcedor quando o atacante perde aquele gol feito.
- Marta... (começa a moça ao ver a amiga)
- Então você finalmente apareceu.
- Marta...
- Você não me deve explicações Nina (interrompeu a outra)
- Mas eu quero, eu preciso te dizer...
- Não, não precisa. Na verdade você não tem a mínima noção do que realmente precisa agora.
Marta não era do tipo inteligente, mas sabia ser austera quando necessário.
Nina suspira e fecha as pálpebras já cansadas de subir e descer tantas vezes.
A amiga continua:
- O Sinho...
Desta vez é Nina que interrompe, como que arrancada de um devaneio precipita-se até Marta:
- Eu ainda não contei a ele.
- Ele tem que saber, é grave, penso que dessa vez ele não te perdoa.
- Não digo, então.
- Não cometa mais uma burrada, pense no casamento... Você viveria com esse peso?
- Todos os casais tem segredos.
- Mas nem todas as esposas matam.
- Eu não ma...
Não pode completar, alguém batia na porta... Talvez fosse Sinho...
Se ainda fosse possível piorar, Marta perceberia que Nina empalideceu.
- Nina, vou para cozinha, vocês precisam conversar...
- O que eu faço? Interrogou sentindo as garras frias do desespero lhe arranhar as costas.
- Faça agora o mínimo, diante da tolice que você já fez.

Onze e dez.
Mais batidas, mais força, mais som... Agora uma voz que lhe evocava.
- Nina! Nina! Ninaaa!
Era o Sinho, sempre o mesmo Sinho.
Nina agora febril, queria estar em outro lugar, de outro jeito, com outras confissões. Arrastou-se como pode, sua nuca doía e seus dedos estavam dormentes.
Abre a porta.
- Onde você estava? ... Nossa! Levou tanto tempo pra abrir que eu achei que já tinha dormido... Você me ligou tão esquisita, fiquei preocupado.
Discursava Sinho enquanto entrava.
Nina nem tentou esboçar sombra de sorriso. Para ela era frio o ar, fria a hora, frio aquele homem moreno e magro que estava diante dela.
Sinho era mais jovem do que aparentava, o tipo de homem falante e sério, sempre de barba bem feita, sempre disposto a ajudar, sempre bom camarada, sempre o mesmo Sinho.
- O que você tem? Parece que viu assombração... Você some por quase uma semana e volta ainda mais pálida... Não me diga que tá fazendo aqueles regimes malucos de novo...
Sinho quer tocá-la, mas Nina se esquiva. Como cobra na areia quente do deserto, ela desliza tonta, esgueirada.
- Confesso que esperava recepção um pouco melhor.
Resmunga ele enquanto senta, muda então o tom.
- Você não vai me dizer o que tem? Porque sumiu, não telefonou, nem avisou que ia viajar...?
Respira, ajeita-se no sofá e continua:
- Estou tentando ser mais tolerante com você. Sei que precisa de espaço, de seus amigos, suas coisas... Mas não posso fechar os olhos pra tudo que você faz...
Nina que procurava forças para sentar-se também, ergue os olhos como que ordenando-os a esclarecer tudo, a ser língua.
Passa a mão pela testa, sua franja agora está úmida.
Senta-se sem um ruído sequer. Sinho se aproxima.
- Nina, não quero agir como um insensato, mas preciso que me diga a verdade.
Era difícil para ele perguntar.
- Você não... Digo, você não... Você andou fumando?
Estava dito.
Nina que respirava mal, agora hesitava mais ainda... Apenas sacudiu a cabeça negativamente.
- Minha querida!
Dissera Sinho enquanto abraçava a moça.
-Tenho medo de te perder, tenho medo que aquele fantasma volte a nos rondar... Quero você pra mim Nina, por toda a vida, entende? Pelo resto da minha vida, entende?
Nina não exprimia reação alguma, doía-lhe a alma, comprimia-lhe todo aquele afeto.
- Eu te amo... Perdoe-me por duvidar, eu... (não pudera completar, fora traído por sua própria emoção).

Onze e vinte.
Aquilo já era demais.
Nina sentia gosto de fel enquanto cólicas faziam-na robótica. Mas era hora de acabar com tudo. Não suportaria muito mais.
- Sinho...
Começou num balbucio.
O apaixonado então se afastou um pouco, precisava contemplá-la enquanto ela falava.
- Eu...
As palavras eram como facas, navalhas afiadas que rasgavam-na desde as amídalas... Era mais que doloroso falar, era agonizante.
Foi Sinho que encorajou:
- O que são três ou quatro dias diante de uma vida juntos? Olha, o que você fez... Eu posso perd...
- Não... Não! (Grunhiu ela)
- Você não sabe... (Nina tentava, mas os cantos de seus lábios já bebiam lágrimas quentes)
- Então me diga (implorou aflito o rapaz)
- Eu matei ele Sinho... Eu matei... Eu matei e depois o vi...
Eram agora em tom de delírio suas palavras.
- Eu não sentia, mas eu o vi... Matei e matei o nosso sonho também... Eu tive medo, medo, medo... De tantas coisas... Eu não podia te contar, eu...
Soluçava, sua voz esvaia-se e seus lábios tremiam em sincronismo com todo o seu corpo.
O noivo que nada compreendia, na tentativa de acalmá-la a tomou para si...
Nina agora dizia coisas sem sentido. Estava enferma deveras.
Sinho atordoado quis reanimá-la, mas notou quão espesso era o borrão de sangue que envolvia suas coxas...
Sangrava e gemia.

Onze e vinte e cinco.
Um grito de pavor foi ouvido do outro cômodo. Marta em segundos estava ali, Sinho mal conseguia falar...

Onze e trinta e dois.
Era Marta que dirigia.
Quase meia-noite, pista limpa.
Estariam logo no hospital.
Sinho estático com a amada no colo; fora de si; enfurnado num pesadelo, não se movia.

Três e trinta e cinco da madrugada.
O médico aparece.
O que aconteceu? Marta sabia. Sinho temia.
Hemorragia, disse o médico.
Os olhos do noivo só não saltavam mais que seu coração.
Aborto clandestino, um perigo. Prosseguia o profissional.
Quatro meses, ela confessou.

Marta baixou a cabeça.
Sinho contra vontade anuviou o olhar.

Já pode entrar, a moça descansa, finalizou o médico.

Três e quarenta e sete.
Marta pega o casaco e vai em direção ao corredor...
Sinho não se mexe.
- Você não vem? Pergunta.
E pela primeira vez na vida Sinho responde como homem:
- Não.

17 de dezembro de 2008

Eis um fim

Postado por Keu Azevedo em 17.12.08 3 comentários






Parafraseando Drummond em sua poesia ENLEIO (uma das mais lindas que já li na vida): “que é que eu vou dizer a vocês?”
Chegou o fim pra mim, o fim de um ciclo que como os anéis de uma árvore, estará sempre intrínseco em mim, dizendo sobre minha história: Hoje, oficialmente, comuniquei a minha saída do Viv’art o ministério de teatro.
Os porquês? Não interessam agora, mas posso dizer que não foi fácil tomar essa decisão, é um grupo que amo... E confesso que meu coração respinga sangue, mas estou feliz, doeu, mas era necessário.
Não tenho muito a dizer aqui nesse post, prefiro reviver os momentos sozinha, arrepiar-me sozinha, mas queria dividir esse momento de alguma forma. Aos que lerem isso, apenas orem por mim, ainda quero encontrar meu caminho...
Deixo meus agradecimentos e minhas lágrimas, a esse grupo que foi minha casa, meu apoio, minha escola...
Por todos os trocadilhos que só quem é de lá saca: “SORRATEIRAMENTE!” “E TU, TE VERÁS COMIGO!” “ÉS TU JUDEU BRÁS?!” “E AÍ MESERÊ?!” e tantos outros...
Por sentar naquele carpete azul marinho e sortear a “oração da semana”;
Por rir demais nas horas que não deveríamos; pela vigília; pelos momentos de clamor; pelas garfes (eu me saía bem nesse quesito); pela renúncia (ai meu cd... Essa foi bem no início); pelas faxinas (só a gente aparecia mesmo...); pelos ensaios (ok, eu nem queria ministrar QUEM mesmo! rsrs); pelos líderes (Geisiel e Laércio... Prefiro num comentar); pelas balas, atuns, chicletes etc. de Elaine (sem mim, surge a questão: de quem será a primícia agora?); pelo silêncio de Mila; a euforia de Geisiel, a afobação e o biquinho de Elaine (cuidem bem dela tá bom?! Eu não vou estar ai pra traduzir qdo ninguém entender o que ela fala rápido demais); pela abundância de idéias de Junior; pelas caras, bocas e chiliques de Ane (huahuahau e a balada vindo...); pelos alongamentos “do meu ódio” (kkkkkk); pelas participações de Serginho, Orlando, Everton, Léo...
Pelas maquiagens (a minha sempre tinha algo de diferente, eu sempre reclamava hehehe); pelos evangelismos (efatar!); pelas ceias (ai já to com saudades de pegar o maior pedaço de pão...); de tirar fotos (...); por Taty sempre humilhando quando dança, por Neide implicando pra não ser “a sensual” de novo; por Márcio de quebra-galhos tão disposto tadinho... E até por Nelson indo orar junto c/ a gente com aquela mãozinha gelada que só! (ô varoinha.... Como é que dih?!).
Sentirei falta de tanta coisa... [deixei de pôr muita coisa aqui, ia ficar grande demais e ainda não caberia nesse post]
Mas a vida segue em frente...

Terminando sem final, digo:
VIVA’RT, amo vc’s!


Ps.: Caberiam aqui umas mil fts (e fts é o que não nos faltam, mas escolhi apenas 3 representativas: a terceira, o papel que sem dúvida mais interpretei - a fome, na peça IDENTIFICAÇÃO que tb já fiz com umas trocentas maquiagens diferentes (aquela cara feia é pq estou em cena viu gente?! kkk) - A segunda foto, a última ministração que fiz - a peça infantil ALEGRIA... (após a peça, na coxia)
E a que tem a pior qualidade ali (embora ainda estejam ausentes Laércio sensei e Mila - foi após um ensaio, todo mundo melequento, grudento de suor huahuahua) é muito "a cara" do grupo: Geisiel plantando bananeira, Elaine um doce enqto sustenta Ane na sola dos pés, Ane se equilibrando, Taty escalando, Neide fzdo ponte e eu fzdo nada, só deitadinha...rsrs

Ps.2:Não pus uma do ministério inteiro pq não achei uma em que estivessem realmente todos!
Ps.3: Nunca ponho ft minha no blog e qdo boto olha só o tipo: hahaha ôô DERROTA!

bjusssss*

13 de dezembro de 2008

Durma medo meu...

Postado por Keu Azevedo em 13.12.08 3 comentários

Temer? Todo medo é um sobretudo no cabide. É uma teoria minha...
Acredito que as maiores frustrações ainda vêm por medo, pelas múltiplas formas do medo. Seja o medo de que trata Mário Quintana “que paralisa e gela”, o medo de si mesmo, a insegurança que gera o medo, o medo do desconhecido, as fobias, as dores medrosas, o imaginário que amedronta, o medo de quem não sabe que teme.
Todo medo tem um
QUE de infantil.
É o medo das noites sozinho no quarto, o medo dos relâmpagos que nos fotografam através da janela, o medo dos monstros que provavelmente morrem de medo de nós.
É o medo do escuro, o medo do medo, o medo inexplicavelmente bobo, o medo centopédico que quer nos abraçar...

Todo medo é sobretudo no cabide.
Explico: a criança assustada que tenta dormir, olha em volta confusa, desconhece os móveis do próprio quarto quando teme os fantasmas criados pelos desenhos animados que assistiu. Agora, qualquer coisa pode ser um monstro horripilante, agora, o medo assenhora-se da situação e não há exemplo mais clássico de que nem tudo é o que aparenta ser.
O petiz olha, descobre o rosto por um único momento: (momento de horror suficiente) e lá está o seu Freddy Krueguer particular, seu psicopata invencível, sua criptonita... O mais engraçado é que o raciocínio lógico e o medo não são irmanados. O medo parte de algo concreto para a abstração, o raciocínio lógico trilha o caminho inverso.

Nós, crianças agudas, esperneamos, pedimos socorro, ou apenas permanecemos ali, estáticos... Saboreando o gosto gélido do medo.
O que era objeto assume formas perversas, o pífio transforma-se em terror.
Instala-se o colapso.
Mas então... O que acontece?
Nada demais: as luzes se ascendem.
A criança nota que não passava de um sobretudo, um casaco comum que repousava no cabide.
Inacreditável!
Pobre petiz, pobre de nós.
Todos os dias somos invadidos por medos, por situações incompreensivelmente amedrontadoras... Cedemos ao confabular, ao por um lápis nas mãos da nossa mente cansada e infectada, e deixar que ela desenhe a figura que enfrentaremos... Nossa mente tem uma queda pelo trash, com certeza será apelativa em sua caricatura, tende sempre para o mal.
Mas há um momento em que as luzes se ascendem.

Sempre há.
E só então podemos perceber o quanto fomos ingênuos, pois todo aquele medo não passava de um medo ridículo de um sobretudo pendurado no cabide.
Por isso digo: o que torna seu medo invencível são as luzes apagadas.
TODO MEDO É SOBRETUDO NO CABIDE.



Ps.: O título deste post é o nome de uma música linda de O Teatro Mágico. Essa música e uma conversa no MSN me deram a idéia de falar sobre isso [vale super à pena ouvir a música, voz e violão é perfeita... O T.M sempre arrasa!]

12 de dezembro de 2008

Lembranças

Postado por Keu Azevedo em 12.12.08 4 comentários


Lembranças são tão palpáveis que tenho medo de lembrar de lembrá-las, pois certamente as tomarei como travesseiro.
Lembro-me muito do meu pai.

De seus hábitos distintos, de seus chapéus como que saídos de um Brasil provinciano...
Lembro-me dele debruçado sobre o engenho, olhando pra nada, cantarolando umas músicas doces e totalmente desconhecidas pra mim. Sinto saudade daquele cheiro de café, do vício dele em café... Das poesias que ele recitava pra mim... É, ele recitava mesmo e sabia muitas...Eu não entendia quase nada, mas como achava bonito o som das rimas!

Sempre cheio de umas adivinhações bobas que eu nunca conseguia resolver, sempre cheio de histórias de sua infância na década de 20.
Recordo quando em algumas tardes deitávamos no chão frio da sala, cada um com seu travesseiro... Às vezes ele cochilava, às vezes nós dois... Mas se ele não dormisse, eu nunca dormia.

Lembro graciosamente da sua “percata” de couro e a mania de chamar vermelho de encarnado. Do seu machismo agudo, interesse além da conta pelo mulheril, e principalmente a mal disfarçada preferência que tinha por mim... Que saudade dos infinitos mimos, dos gostos mais abusados que ele sempre saciava (dos chocolates de embalagem azul, não lembro o nome, mas que ele sempre me dava).Daquele peito já cheio de cabelos brancos, das pontas dos dedos amareladas pelos cigarros através dos anos.

Lembro-me dos presentes trazidos das viagens que ele fazia: estojo de maquiagem, uma saia rodada, uma bolsa vermelha que eu amava (e cá pra nós, era horrível) coisas pro cabelo... E se fosse viajem menos demorada, sempre trazia algo de comer (sabia bem de meu apetite!). Teve também a viagem que fizemos juntos, só nós dois... Era à casa de um antigo amigo (para Barra de Pojuca), eu lembro que foi a última vez que bebi água de coco, não gosto mais. O amigo me tratou como boneca, o meu pai me tratou como princesa (reinei no mundo dos doces, das baianinhas – só quem já tomou entende – e dos picolés...) talvez eu o fosse pelo menos pra ele; e eu nem sabia o motivo da viagem.

Eram pouquíssimas mas sérias as broncas, eram grandes os ensinamentos.
Acho que meu pai me ensinou a rir: com suas intermináveis peripécias narradas com riqueza de detalhes, eu descobria sobre o Recife em que nunca estive, o Recife das décadas de 30, 40, 50... Eu também não sabia o que era o medo de tiros que o fazia esconder-se embaixo da cama, não sabia qual a importância de ter uma sandália feita de pneu e ficar orgulhoso, não sabia o que era morar num sítio e até matar cobras...
Mas ele me falava sobre isso.

Eu ouvia tudo com o interesse de um historiador, com a paciência de um filólogo e os olhos de uma criança, o que de fato eu era.
Hoje quando as pessoas me perguntam, encho o peito e digo que SOU A CAÇULA DE SEU ZÉ.
A menina que ele não gostava que saísse, aquela criaturinha magrela demais que ele paparicava. Conhecido por todo mundo: pela paciência, pela “mão aberta” (até demais) e por ser um homem que casou com uma mulher mais de trinta anos mais nova... A minha mãe. Um pernambucano literalmente “das antiga”, que nunca usava bermuda, que era totalmente homofóbico, que tinha o mesmo ofício que o José, pai de Jesus.

Apaixonado por Xitãozinho e Xororó, Sérgio Reis, Nelson Gonçalves, Valdick Soriano e infinitas músicas de raiz (sem falar nos repentes, ele amava repentes). Um homem que chorava ouvindo Jair Rodrigues cantar, que chorou no enterro de Leandro (da dupla Leandro & Leonardo) e que não admitia que meu irmão deixasse o cabelo crescer.

Um homem que sofreu durante anos com asma, que tinha rinite alérgica (puxei a ele) e úlcera, mas nunca ouvi reclamar, nunca (detestava hospitais e médicos mais ainda)... Sofria calado entre buchichos com minha mãe e gemidos à noite.
Homem que só comia com tudo separadinho, garfo e faca e reclamava sempre de algum detalhe. Homem que de vez em quando saía só pra caminhar, sozinho... E que eu amava tanto pela atenção que me dava. Ele fez basicamente o que nenhum ser humano jamais fez até hoje: me ouviu, me deu crédito, dedicou tempo à mim.

É isso que o diferencia de todos, até da minha mãe (minha pérola).
Hoje já não choro mais... Embora fuja a essa regra agora (...)
Pois não é a lembrança do último dia que o vi... Rouco, mais magro, cansado e como se soubesse o que iria acontecer...

Não é a lembrança na hora em que tomada de medo, lhe “dei a bença” a última vez... Aquela mão já meio sem vida, o peito que respirava ofegante. Eu tinha apenas 9 anos, mas quando papai morreu (é, eu o chamava e chamo assim até hoje) eu sabia que alguma coisa nunca mais voltaria.





Ps.: perdoem a pieguice do texto, mas é o retrato que conservo de meu pai... Ele não sobreviveu até a minha adolescência, por isso nunca deixou de ser o meu super-herói.
Ps.2: Papai usava um chapéu igualzinho a esse e tinha um marrom também...Acredite quem quiser, relembre quem viu.

10 de dezembro de 2008

Algum verso

Postado por Keu Azevedo em 10.12.08 3 comentários

Vai letra minha,
Sorte minha
Pensamento meu.

Diz meu particular
Minha falta,
E bem-querança...

Pede verso meu
De um intento,
De gota frouxa
Em bolinha de sabão.

Corre coração bandido
Pincela na veia
Um sopro de susto,
Um copo bordado,
Um pouquinho de frio.

Pensa em prosa adoçada
Em tarde na praia
Em rostos, em ninho.

E me diz disso tudo...

O que permanece?

Fica no colarinho da memória
Aquela mancha suada
Que custa a sair...

Fica o papel amarelado,
De tanto guardado,
De promessa e amor.

Fica a cicatriz descascada,
A face rosada
E o arrepio que não volta mais...

Fica a minha tentativa
Também numa folha esquecida
Em meu desejo selado.



Ps.: tenho sérios problemas em fazer rimas...(por isso não tem ai) elas me tolhem.

6 de dezembro de 2008

Setembrina Marguerita

Postado por Keu Azevedo em 6.12.08 5 comentários


Acho que era uma vez...
Ou duas, ou três... Enfim: fragmentos em que nossa protagonista vadiava pra nos dar história.
Seu nome era Setembrina Marguerita: não um nome de batismo, (moça assim num se batiza) o Setembrina era de nascença e o Marguerita, apelido carinhoso que a custo de rebolado e bebedeira seus amigos coloridinhos lhe deram.
Mulher de fazer mancebo babar sem custo, moça de fazer homem-feito cumprir a gosto hora extra pelo menos duas vezes na semana.
Quando era criança Marguerita já deixava pivete frouxo: se banhava na bacia os moleques mais maldosos corriam pra ver não se sabe o que; se pedia um chiclete eram balinhas pro mês inteiro que levava pra casa. Na escola quando ia, ia mal. Preferia mesmo era fazer doce... E nem sabia que depois de crescida, fazer doce não lhe daria pão.
Morena de açúcar, trapaceada pelas palavras alheias mais que pelas próprias, vivia solta como fagulha ousada, que se desprende da brasa só pra brincar por ai...
Toda sexta-feira Srtª Marguerita de cabelo lavado e saia da moda, bebe e belisca com amigos, conhece doutores e ninfetos maquiavélicos que lhe banham de cerveja e cidra, pra deixá-la mais aberta à passeios... Curioso é que sempre funciona.
E lá vai Setembrina: pintada, sem ânsia ou vergonha, investir na creche do sobrinho, nos remédios pro cunhado, no aluguel da sua biboca e no sonho da doceira que será um dia.
Já não dorme. É preciso fazer cocadas e tantos docinhos... A cada gota de suor que limpa com as costas das mãos, promete pra si mesma não perder o rumo. Trabalha 16 horas por dia. Suspira as horas que sobram.
No final de semana entrega encomendas, recebe dinheiro, visita a família de três pessoas.
Quando chega à porta o menino lhe abraça. Marguerita acostumada a beijos, agora é quem beija. Cumprimenta o cunhado amarelo, e ouve seus lamentos. A irmã não está: o trabalho é necessário, no domingo ainda é mais difícil parar. Cozinha um pouco, e, se junto com o menino-sobrinho, são duas crianças que riem. Na hora do almoço ainda faz uma prece: pede alimento, saúde e trabalho, enquanto seu peito estala e as dores ecoam em uníssono.
À tarde desce a ladeira e o vento travesso, brinca de se enrolar na barra da saia... A rua de gargantas gritantes e bares acesos comemora alguma coisa, vivida não se sabe onde, importante pra não se sabe quem... Mas estão todos felizes.
Marguerita de pés cansados só suspira por alguém que fizesse uma massagem malfeita, que esquentasse água no fogão pra um banho gostoso, que dissesse uma vezinha sequer, que não custam os carinhos, e que pela manhã ainda estará lá.
Os fuscas se arrastam, as crianças brigam e xingam como adultos, e a já perdida Setembrina, vai de passo a passo mais perto de casa, mas longe do mundo.
Um assovio lhe assusta, um chamado insistente lhe faz voltar algum tanto.
Um convite de última hora... Mas era domingo e não sexta-feira.
Marguerita recusa, fala dos doces... Negócio é negócio, responde o amigo.
A moça hesita, é um domingo...
Mas quem sabe assim, com esse trabalho extra e esforço duplo, não desse pra comprar o tênis do menino... Sua irmã também já labuta tanto... E a escola agora exige sapato.
Entra no carro, Corola novinho, vai passear...
O que ninguém entende é porque a biboca não abre na segunda-feira.
O dia amanheceu e as esperanças de uma vida trovejaram escureceram pra sempre debaixo do sol.
Marguerita viajou?
Não.
Marguerita não volta. A consulta foi cara demais pro doutor do Corola...
As três balas na cabeça de Marguerita com certeza não pagam aluguel de doçaria, e até onde sei, também não compram tênis nenhum.

3 de dezembro de 2008

Pudor

Postado por Keu Azevedo em 3.12.08 3 comentários
SÃO OS MEUS PUDORES QUE ME MANTÊM FIRME, ME FAZEM QUEM SOU... As minhas implicâncias que me mantém convicta.
Geralmente as pessoas mais próximas a mim vivem dizendo que preciso arriscar mais, importar-me menos com a opinião alheia... Meio contraditório isso com o que geralmente digo aqui (minha eterna defesa pela personalidade própria, pela manutenção de ideais na vida de cada um), mas outro dia enquanto eu estava a caminho de uma aula neurótica (Filologia tem me deixado neurótica tb) percebi que elas têm razão: sou um tanto complexada! (cabe aqui um ar de humor, aprendi a rir de mim mesma faz muito tempo). Tô sempre sem querer falar em público, sem puxar conversa com pessoas que vejo todos os dias (nos corredores, no busu, na igreja...), sem fazer perguntas, sem usar um montão de coisas, me privando, me esquivando (escrevendo frases que se iniciam com o pronome obliquo pra matar os gramatiqueiros de raiva kkk) e sempre voltada p/ mim mesma.
Triste isso!
Timidez? Não sei... Acredito que seja VAIDADE.
Uma vaidade louca que me faz pensar em mim mesma o tempo todo; que me faz acreditar quase numa teoria de conspiração onde todos estariam prestando atenção nos meus mínimos trejeitos, com uma prancheta nas mãos: PRONTOS A TOMAR NOTA, PRONTOS A FAZER TROÇA!
Essa minha mania de querer estar com poucas pessoas, de falar incessantemente sobre MINHAS coisas, de querer me descobrir e redescobrir cada vez mais e mais...
Pra que serve?
R= pra me deixar ainda mais complexada! (rsrs)
Que repetitiva eu sou. Os homens confabulam sobre isso há milênios, e eu aqui redigindo num blog chulo sobre essa temática arcaico-universal!
Êta! Lá se foi... Deixei saltar mais um pouco do meu eu.
Acho que é justamente por isso que escrevo: pra dizer o que ninguém tem paciência de ouvir, pra falar aquilo que se eu disser de outra forma vão associar a tendências depressivas (huahaua), pra ser livre, sem receio de parecer abestalhada ou nerd-girl, sem temer vaias e muxoxos...
Exercito assim a quebra de alguns pudores: digito o quero, me mostro brega e antiquada, IMATURA E FALÍVEL... Tudo que não quero ser no mundo de verdade, o mundo lá de fora.
Venço a vergonha e desabafo: rujo e me desmonto, aqui é como o cantinho do meu quarto, aquele espaço de nexo fugidio...
Vivo assim: insegura, canastrona... Mas tão, tão feliz quando percebo tudo de maravilhoso que Deus me deu que é até covardia beijar tanto meu umbigo.


Ps.: Depois da Odisséia que vivi esses dias: meu pc pifou (aaff que sonoridade orrível aqui); da euforia e de tudo que aprendi na VIII SEMANA DE LETRAS; de conhecer o pessoal M-a-r-a... do ALFA E ÔMEGA (qualquer dia esclareço sobre essas coisas); de produzir nada, de ler horrores pra tentar entender uns assuntos aí...De terminar o Curso de LIBRAS; de reforma em casa; de preocupação com amigos...
Eu tô aqui, bem e viva graças a Deus! Mas com um grande pesar no coração pelo povo de SC...Só muita graça e misericórdia ali... Vale a intercessão.

[beijomeliguem]
 

...Toda Querança... Template by Ipietoon Blogger Template | Gift Idea