31 de outubro de 2008

Distorção

Postado por Keu Azevedo em 31.10.08 2 comentários
Corrompa meu discurso! Seja livre.
Analise, repudie e maltrate cada bobagem que escrevo.
Minuciosamente os vire do avesso e desponte-os contra mim.
Fique ai na sua cadeira cômoda esperando a próxima encomenda:
A construção minha, desconstrução sua.
Sua profissão é majestosa!
Fique ai apegado à semântica achando que pode me parar...
Eu não te deixaria desempregado.
Vou continuar escrevendo só pra te fazer sentir útil dentro da sua inutilidade!




Ps.: heheh acho que muita gente não entenderá o que é essa revolta aí acima, (foi uma piada de novo, pq até parece que muita gente lê isso huahuahua) na verdade nem combina com minha maneira mais amena de escrever as coisas, acontece que me irrito quando pegam algo que eu disse pra tentar usar contra mim depois. Eu já disse e repito: escrevo convicções minhas que não são absolutas, mas são MINHAS! Não sou escritora, não sou literata, não sou porcaria nenhuma! Portanto não exija nada nesse nível. (sorry)
Então não adianta vir fazendo análise metafísica pra usar o que digo ao seu favor...
Renato Russo estava certo em Andrea Dorea quando disse:
“Quero ter alguém com quem conversar, alguém que depois não use o que eu disse contra mim...”
aaffffffffffffffffffffffffffffffffff

25 de outubro de 2008

Pedaço

Postado por Keu Azevedo em 25.10.08 8 comentários

Hoje não quero apenas falar de mim.
Quero falar dos contornos macios de cada nota,
Das melodias puristas que nos circundam...
De estalar de dedos e pestanejares tímidos.

Quero falar do tropeço que machuca o dedão, mas sobreavisa a alma.
E das coisas sem nexo que fazemos só pra depois perder mais tempo se culpando sem nexo nenhum.
De quando alguém finge não saber e a gente finge que não entendeu o fingido.
De situações mornas onde tudo que se quer é saltar para o próximo minuto.

Quero falar das flores que já murcharam,
E daquelas que nem foram plantadas ainda, que são sementes virgens à espera das mãos ásperas de seu lavrador.
Falar das coisas que pensamos e morrem no pensamento.
Falar desse território curioso que é a mente humana...

Quero falar dos CDs antigos, aqueles que você achava que ia ouvir pra sempre...
Dos relógios... E como são constantes os relógios...
Das chaves perdidas, das chaves com que presenteamos pessoas, e das pessoas que jogaram as nossas chaves fora.
Das moedas, da falta de moedas e dos jogos: partidas perdidas, vitórias tão comemoradas que hoje nem dá pra lembrar.

Quero por fim falar a você:
Das suas coisas e dos seus laços de cetim.
Das frases incompreensíveis que você disse por insegurança;
Da roupa que você usava naquela foto que ainda mexe com sua imaginação,
E de quem estava com você na foto...
Das poesias que você costuma ler...

Solta o teu grito!
Desgaste-se um pouco mais!
Não dê crédito aos créditos, principalmente aos teus créditos.
E vá... Pior que o medo da estrada é a velhice lamentosa numa cadeira de balanço.


Ps.: Essa foto é da minha gatinha Cecília... atendendo a pedidos! rsrs

24 de outubro de 2008

Vaidade - Heloísa Rosa

Postado por Keu Azevedo em 24.10.08 2 comentários

Busco na vida tantas coisas, que nem sei porque razão
Fortaleço minha vontade pra que tudo aconteça do meu jeito
Corro enquanto acredito, persisto até chegar ao fim
Pra descobrir lá no final que eu corri atrás do vento

O que eu preciso, os homens não podem dar
O que eu preciso, a prata não vai comprar
O que eu preciso, o mundo não pode dar
O que eu preciso, é habitar contigo.....

Oh Deus!Atraia-me, para perto de Ti
Esconda-me, oh Deus
Atraia-me, para perto de Ti
Esconda-me Senhor, esconda-me,
Esconda-me Senhor
Esconda-me do Pecado ...
Esconda-me deste mundo...

=> Essa letra é simples e falou muito comigo esses dias...(boa música)Me identifiquei pacas!

23 de outubro de 2008

Sou feliz

Postado por Keu Azevedo em 23.10.08 2 comentários

O que posso dizer?!
Invejem os fracos, repudiem os pessimistas, ignorem os demais...
Porém sou feliz.
Sou feliz de uma felicidade boba, que não precisa de grandes acontecimentos.
Sou feliz de papo com amigos, de comida gostosa (tipo caruru, vatapá e arroz), de ouvir a gargalhada da minha mãe.
Sou feliz de ter blog, de ficar vendo vídeos improváveis no youtube, de ler e reler poesias de Mário Quintana.
Sou feliz de ouvir muita música, geralmente sozinha e apreciando cada parte delas.
Sou feliz de rir até “a barriga doer”, de falar besteira até altas horas, a altas vozes...
Sou feliz de querer aprender um pouco de tudo (sempre quero aprender um pouco de tudo), sou feliz de ser professora e me estressar quase todo dia com meus alunos (principalmente os da 5ª série).
Sou feliz de amar a arte (o teatro é meu xodó), sou feliz de poder estudar Letras sem me tornar vernácula.
Sou feliz de ter amigos que me aturam e de às vezes brigar tanto com eles – assim a gente não esquece que é gente – mas de amá-los tanto que dói... Isso também me mostra que sou feliz até por ter ciúmes.
Sou feliz por ter obrigações, por ter uma casa (muita gente esquece que essas coisas simples são motivos para felicidade) e principalmente, feliz porque ainda posso viver dias em que simplesmente sou feliz não fazendo nada.
Sou feliz de ter meu quarto, meu quartel, meu point, meu espaço.
Sou feliz de ser lerda, de ser esquecida e desajeitada.
Sou feliz de ser bem humorada, de cantar mal pra caramba, de ser míope (brincadeira, ser míope não me deixa nada feliz hahahah)
Sou feliz de ser tabaréu (como sempre ouço de Denise quando tenho vergonha de fazer ou falar algo, e eu sempre tenho vergonha de fazer ou falar algo).
Sou feliz de sair pouco, mas sempre me divertir tanto.
Sou feliz de tirar fotos toscas, de lamber a tampa do iogurte, de contar degraus, de querer pisar conforme os desenhos da calçada, de escrever cartinha pra dizer ‘eu te amo’, de fazer da agenda uma espécie de diário, de comprar livros que já li e guardar embaladinhos, de ser viciada em jujuba, chiclete, e balinhas mastigáveis...
Sou feliz de ter irmão canhoto – embora esse fosse o meu sonho – feliz quando recebo torpedo no celular, feliz quando posso tomar um banho quente bem demorado quando faz aquele friozinho... (mesmo que pra isso mãe fique gritando que energia custa caro).
Sou feliz até de não ser bonita... (rsrs)
Sou feliz de fazer trocadilhos (a maioria horríveis), de ter medo de me apegar demais, de me assumir inconstante, de ser livre! Problema de quem ainda se vê preso, eu sou livre!!!
Sou feliz de aprender LIBRAS, de detestar comer sozinha e de criar gatos – beijo pra Cecília minha gatinha, homenagem à Cecília Meireles, claro, e pro Sasuke, meu gatinho fofo –... Amo gatos e cachorros também, porém prefiro os vira-latas (questão de afinidade entre nós rsrs).
Enfim, sou feliz sem uma gota de álcool, sem uma tragada de qualquer coisa, e logicamente sem dinheiro. (ô perrengue! Kkkkkkk)
Mas o que causa então essa felicidade?
Ahhh! É J. Cristo meu fio, conhece? Já ouviu falar?! Vai reclamar com Ele. hehehe


Ps.: minha vida não é mesmo perfeitinha, como aprendi esses dias, não quero meu galardão aqui...
Essas confissões ai acima são o reflexo de uma noite feliz resenhando com amigas aqui em casa (Taty e Elaine: beijomeliga)... Ainda faltam alguns detalhes (prefiro não comentar... kkkk), mas são só detalhes.

Ps.2: “Sou feliz, por isso estou aqui...” Mas não vou viajar em Balão nenhum: tenho medo de altura! [sic]
Eu sei, foi podre... E sinceramente esse grupo nem é da ‘minha geração’, mas é impossível não conhecer.






Necessidade De Resposta? [21/10]

Postado por Keu Azevedo em 23.10.08 0 comentários

Tem uma coisa que eu não entendendo: Por que achamos que devemos ter resposta pra tudo?
Eu não tenho.
É cansativo viver preocupado em dizer a última palavra, estar sempre em posição de contra-ataque, nunca querer se achar desprovido de uma boa... resposta.
Ouvir é tão bom... E mesmo quando o que se ouve é desagradável, no fundo no fundo, a gente sabe que precisa de algo assim de vez em quando pra desbancar o nosso ego, descolorir a ilusão de que somos bons.
Eu não sou boa aos meus olhos nem aos dos outros.
E desculpa a franqueza, mas você que está lendo também não é.
Chega de reviver a síndrome de sepulcro caiado! Não tenho, não sei, e não posso...
Assumir impossibilidades te torna mais humano, acreditar que há alguém acima de tudo isso te torna mais santo.
Eu só não quero ser obrigada a revidar. Não revido, é uma opção que faço... Também não sofro menos por isso, vale avisar. Mas essa necessidade de resposta não me domina mais.

Num desses dias assisti mais um DVD do Ministério de teatro Jeová Nissi, dessa vez foi Jó, não podia deixar de comentar sobre a admiração que eu tenho pelo pessoal do Jeová Nissi em todos os aspectos com relação ao seu trabalho com ARTE, porém o que mais ficou martelando na minha cabeça foram as imagens de Caique (líder do ministério) lá na África... Todas aquelas crianças... Parece jargão de ONGS falar sobre a pobreza e falta de TUDO que eles enfrentam, e eu bem vejo o que também acontece com as crianças aqui do Brasil, mas o brilho que tinha nos olhos de Caique, a disposição, as dificuldades que ele passou e passa por lá, o sonho e os desafios com o Projeto Tenho fome... Tudo isso me estapeia e me leva a despertar desse mundinho de bate-volta que vivemos, esse costume mesquinho de “não querer ficar por baixo”...
Talvez, atenuar uma POSSÍVEL ofensa ou abaixar a cabeça, não seja tão ruim quando levantá-la pra ofender de volta não vai mesmo ajudar em nada.
Existem problemas muito, muito maiores do que esse ímpeto infantil de responder... De provar pra não sei quem ou o que, que você pode ser tão bobo quanto quem – mais uma vez crédito para a dúvida – SUPOSTAMENTE te desacatou.
Já ajudaria muito se a gente pudesse se concentrar em ensinamentos como dar a outra face, amar e orar pelos inimigos, suportar uns aos outros em amor (ser suporte) e tantos mais...

Ps.: Sobre o “tema” que falei, leia no livro de provérbios capítulo 12, o versículo 18. (Pv.12:18)

Ps.2: Se você se interessou pelo projeto Tenho fome do Ministério de teatro Jeová Nissi e quer saber como funciona, o que eles fazem e etc. entra aí no site, compra um produto e colabora, ou faz mesmo uma doação direto na conta...
Eu creio na integridade dessa iniciativa.
Deixa de salientar a tua pata bovina! Kkkkkkkkkkk [beijomeescreve]
Ps.3: Na foto acima: Caique (já citado) junto com crianças angolanas.
Link:
site: http://www.tenhofome.org.br/
Comu do orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=12091323

19 de outubro de 2008

Mania de reticenciar... (parte I)

Postado por Keu Azevedo em 19.10.08 6 comentários
Perdidinha de amor pelas reticências...!
Onde caberia simples ponto, meto-lhe uma reticência
...
E de onde vem essa paixão infame pelo inacabado?
Reticenciarei essa reposta...
Suposição viável é que eu seja mesmo reticenciosa...
Implícita, omitindo intencionalmente detalhes indispensáveis...
Vou reticenciando pra criar expectativa...
Não importa a resposta, interessante é a reticência (...)
Dentre todos os pontos e vírgulas, das interrogações mais capciosas às exclamações mais verdadeiras... Derreto-me mesmo é pelas reticências...
Tão ensimesmadas e tão abrangentes... Chegam a ser perigosas!...
Ai, amadas! Me perco em suas insinuações, me atenho às suas ...
Reticências são como fiéis escudeiras das palavras não ditas...
Uso e abuso das tuas lides* e te agradeço...
Porque...
...

16 de outubro de 2008

Ressaca

Postado por Keu Azevedo em 16.10.08 1 comentários

Tô aqui entre deduções,
plagiando-me em cada texto.
Afogando minhas magoazinhas num post quase oculto...
Tô aqui rabiscando no meu monitor um sentimento feio,
Admitindo pra mim mesma que embora eu tente disfarçar bem,
estou tão longe de ser prefeita...
Decepcionada mas não desacreditada, eu vou repetindo pros meus ouvidos o que minha mente sabe e meu coração complica.
Sei que não estou só... Eu sei.
E quem dera bastasse sabê-lo.
Sinto-me cerejeira sem sakura*, minha madeira dura e meus frutos polposos ainda me abraçam... Mas as minhas sakuras, essas me deixaram até a próxima estação.
Eu e minha obviedade: tão romanesca e tão pueril...
Engraçado como sempre me pergunto por que calo, e sempre calo.
Quando a nossa voz não pode acrescentar mais nada, poupá-la é mais que bom senso, é exercício de sabedoria.
Já detive entre os dedos e virei a ponta de tantas páginas, enquanto estupefata ansiava por assimilar cada expressão...Bobagem! Pois teorias por si só, empobrecem o espírito.
E ainda tô aqui pensando...
Quantas gírias caberiam dizer do meu hoje?
Não sei.
Nem as mais louváveis metonímias me servem agora...
Nem as metonímias.
Não estou triste, acho que só estou sendo hermenêutica demais.
Babá de mim mesma, egocêntrica como de costume... Só que hoje (em especial) um pouco mais sincera.



Nota 1: sakura é “flor de cerejeira” em japonês...
É uma flor linda, assim como a árvore...

Considerada a flor-símbolo do Japão provém de lendas e crenças. Sakura é uma modificação do nome sakuya, proveniente da princesa Kono-hana-sakuya-hime, a qual os japoneses veneravam no topo do Monte Fuji. Acredita-se que a princesa tenha caído dos céus sobre uma cerejeira. (hihihi)
Outro aspecto de forte significado do sakura é sua ligação com os samurais. No período feudal, a vida desses guerreiros era comparada à efemeridade da flor de cerejeira, que durava apenas três dias na primavera. Da mesma forma eram os samurais, sempre dispostos a dar suas vidas em nome de seus mestres. Também conhecida como "flor das flores" no arquipélago, hoje o sakura faz parte da padronagem de quimonos e acessórios decorativos.
Ouvi essa palavra pela primeira vez por causa de um anime que eu amava: ‘Sakura cardcaptors’... Ainda sou viciada em animes, mas esse num vejo mais (infelizmente).


13/10/2008

Menino de lata

Postado por Keu Azevedo em 16.10.08 5 comentários

Era uma vez um menino de lata...
Perdido em seus atalhos, enfurnado em suas ferrugens...
Doce menino de lata, tão sóbrio e tão cinzento!
Menino pensante, coração que é puro mistério:
mas no olhar enigmático daquela peça pesada, sei que havia amor...
Desajeitado e inibido por suas próprias peças, o menino cambaleava entre seus desejos e a extensão de seus desejos.
Pobre menino de lata! Tão vivo, tão frio, tão bonito...
Incapaz de conjeturas para outrem, enjaulado em casca de metal...
Mas menino de lata também ama!
Se suas curvas não o detalham e suas juntas não lhe movimentam tanto,
o menino de lata pisoteia e tagarela pra se sentir presente.
Menino fino, que queria ser solto... Revestido de aço, bailante interno, beija-flor oculto.
Qual bibelotista o fez?
Um perfeccionista decerto.
O importante é saber que apesar dos dedos encalacrados, o menino de lata sonha... Fiel menino de lata que ama.
E qual será o desfecho para esse menino assazonado?
Não sei.
Um dia, quem sabe, ele rompa seu casulo metalizado e sapateie sobre seus medos.
Quem sabe um dia ele desabotoe seu casaco metálico e rompa-se em abraços; quem sabe um dia ele negue sua metalificação e se derreta em agrados... Quem sabe um dia, seu ser metaliforme se renderá ao seu sangue, vermelho como o de todos, e esse menino outrora recatado vai aprender a ser amante.
Por enquanto, embora eu pense e deseje essas possibilidades, sigo amando esse menino de lata, que não precisou de nenhuma dessas artimanhas pra ser meu amigo, menino que vejo apenas de uma janela... Um brinquedo bom, um menino de lata.
Esse é você Geisiel (e só).



ps.: Por que eu fiz esse texto? Sei lá... Acho que porque fiquei irritada com vc esses dias... Mas vc é "meu" menino de lata... E como diz aquela belíssima canção, primor da musicalidade brasileira:
"- Você não vale nada mas eu gosto de vc...Você não vale nada mas eu gosto de vc, tudo que eu queria era saber porque..."
rsrsrs

12 de outubro de 2008

As palmas das minhas mãos

Postado por Keu Azevedo em 12.10.08 2 comentários

Uso onomatopéias como desculpa por meus erros
E a cada instante só me finjo compreendida.
Vá! Conteste minhas impurezas e me limpo,
Descubra minhas preferências e me escondo,
Esquive-se e eu palpito,
Pois me quero transitória...
Menina inculcada por seu próprio folhetim.

Só preciso de silêncio.

Se meu mandarim te enlouquece faça-se menos incômodo.
A sujeira que me cerca só me cerca...
Não me manipule e não me afogue em baixezas;
Meu primor não te cabe,
Minha raiva não te abala
E seu poder não me assusta...
Então, só me deixe em silêncio.

Quando os pratos se quebram a fome não morre,
Quando as nuvens roxas se dissipam,
A gente vê que o céu não desapareceu.
Por isso, não cante o meu refrão e nem modifique a minha estrofe...
Dessa vez sou eu que vou compor.
Se meu canto te deprime
É porque você ainda não aprendeu a ser pequeno.

10 de outubro de 2008

Passando "rapidin"

Postado por Keu Azevedo em 10.10.08 3 comentários
Só pra registrar...
Tava aqui passeando por blogs...Como tem coisa boa por aí hein?!
Eu fico cada vez mais angustiada de ler, penso por exemplo nos meus posts mais antigos aqui, e nos atuais também né...
xinfrim, ximfrim...
Onde então mora essa destreza pra que eu a visite?
Com certeza eu bradaria em sua porta, imploraria resignada:
- Também quero!
Não importa quanto conhecimento eu buscasse, ainda seria vazia.
Sou infantil em matéria de 'letramento' mas durmo de consciência tranquila: não nego meus valores, escrevo de minhas verdades.
Sou antiquada o suficiente pra defender convicções bobas, sou moderninha o suficiente pra OPTAR por continuar sendo antiquada. Meu direito é meu direito, minha vida não é minha.
***************************************************************
Não há nada mais fascinante, sedutor que a PALAVRA...
Radical?!
Não... Foi Salomão que disse que "tudo debaixo do sol é vaidade"... Então imagine só!
Escrever é trapacear com as palavras, rearrumá-las a seu bel-prazer...
Nem sempre se consegue, mas as vezes as proles são belíssimas.
Vou continuar tentando portanto, siente de que condiciono os botões que escolho nesse teclado à minha visão limitada, minhas inúmeras manias - e como as tenho - e minha eterna inexperiência...
Porque ainda quero fazer brotar dos lábios de alguém aquele riso solto, aquela expressão faceira e deleitosa, aqueles olhos marejados, e quem sabe, uma pontinha de gozo...
O que é isso senão vaidade?!
Não me orgulho, mas ainda quero. Escrever um prefácio e dizer banalmente que nem eu e nem a minha mãe acreditávamos que isso fosse possível (até porque ela sempre quis que eu fisesse direito e não LETRAS rsrs).
Pápápápápá... Cá estou eu blefando outra vez.
Brincando de menina, falando tagarelisse que só se diz pra amigo imaginário (todos tem um viu?! Às vezes é aquele da sua turma, que só vc pensa que realmente é amigo, mas na verdade, ele não existe mesmo...Bem, isso é assunto pra outro post) e ainda assim babando ansiosa pelo momento novo de escrever.

Ps.: Ana Paula amiga, obrigada. Sei que vc é uma das únicas 3 pessoas que passam nesse blog... Acredito no seu talento...E se um dia eu ficar famosa................................ Te mando meu cartão...Pelo correio! huahuahua
affffff!
Se eu ficar fomosa com esse nível, ou Paulo Coelho escreve bem, ou aconteceu um surto de embriaguês crônica no país... Bom, a primeira é impossível, já a segunda...Sei não! kkkkkkkk

Ps.2: Ficar famosa não é meu objetivo, nem meu sonho... E publicar um livro também não. A menos que isso beneficiasse pessoas [fisicamente como matando a fome delas ou psicologicamente, mostrando Jesus... Mas até onde sei, livro não se come nem aqui no meu bairro nem na África e pra mostrar Deus pra elas, não preciso de impressos].

4 de outubro de 2008

Musikita - (dessa vez um diminutivo não pejorativo)

Postado por Keu Azevedo em 4.10.08 3 comentários

Claro que música é MÚSICA e ponto final.
Sou daquelas que defende que uma música pode ser poética sim, e muito, mas que poesia é poesia, cada qual no seu cada qual... Não são a mesma coisa mesmo!
A música tem recursos como os acordes, notas, a melodia audível mesclada a uma voz aprazível... A poesia tem sua própria identidade, sua própria não função (porque afinal, nem uma nem outra tem obrigação de servir pra nada... Arte é arte por o ser, não porque me é utilitária... Aprendi isso com Roberval Pereyr, saudade daquelas aulas).


Ciente disso tem uma letra do T.M (O Teatro Mágico pra quem ainda não ouviu) que expressa idéias que tenho usurpado ultimamente... [hehehe]
Usarei das palavras de Fernando Aniteli pra repassar isso a vocês (se é que alguém lerá mesmo isso aqui rsrs), mas não esqueça que: você ler uma música ainda é metade, espero que em breve possa contemplá-la ao todo.

Ps.: Roberval Pereyr é um ex-professor meu lá da UEFS (Teoria da Literatura I a disciplina)... Além de poeta, letrista e mais um monte de qualificações que ele tem, é um louco total... hihihi


O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli

Reticências

Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco

Se agregar não é segregar
Se agora for, foi-se a hora
Dispensar não é não pensar
Se saciou foi-se embora

Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco

Se lembrar não é celebrar...
Dura - lhe a dor quando aflora
Esquecer não é perdoar

Se consagrou sangra agora
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim

Tempo de dá colo, tempo de decolar
Tempo de dá colo, tempo de decolar
O que há é o que é e o que será(nascerá, nascerá...)
Tempo de dá colo, tempo de decolar
Tempo de dá colo, tempo de decolar
O que há é o que é e o que será(nascerá, nascerá...)

Reciclar a palavra, o telhado e o porão...
Reinventar tantas outras notas musicais...
Escrever o pretexto, o prefácio e o refrão...
Ser essência... Muito mais...
Ser essência... Muito mais...
A porta aberta, o porto acaso, o caos, o cais...

Se lembrar de celebrar muito mais...
Se lembrar de celebrar muito mais...
Se lembrar de celebrar muito mais...

Politicando [sic] - 02/10

Postado por Keu Azevedo em 4.10.08 1 comentários
Olha só: aviso logo que não sou muito dada à política, e dispenso principalmente aqueles comentários do tipo “temos que ser engajados, a política faz parte da nossa vida...” etc etc etc. Ah! Poupe-me.

Mas não posso deixar de comentar o debate exibido na última quinta-feira com os candidatos a prefeito da nossa amabilíssima Feira de Santana [...]

Analisando a teatralidade dos candidatos, um em especial me chamou muito a atenção: o fofíssimo Tarcísio Pimenta. Tá, confesso já é quase pessoal porque não tem como não implicar com aquela pessoa.
Caramba!
Um cara que fez fama por arranjar laqueadura gratuita pras mulheres que hoje o endeusam, uma ou outra extração dentária pros filhos e pais trabalhadores, e falar mal da corja de políticos que ele hoje beija e se declara aliado (inclusive o próprio Zé Ronaldinho).


Um marmanjo formado pela UFBA que mal se pronuncia em sua própria campanha, só gesticula nos comerciais, e tem por apoio uma plataforma que nem é sua! Parece mais papagaio de pirata... Oops! Desculpe, o papagaio de pirata pelo menos fala.
Nem o Paulo Betty consegue ser tão insuportável, a Marta Suplicy mais mentirosa, a Xuxa mais sem noção [sic] e nem o Tiririca mais engraçado... Bom, exagerei, o Tiririca é sim muito mais engraçado...


A cada vez que ele abria aquela bocarra pra recitar seu discursinho previamente ensaiado, regado de apelação sentimental; cada vez que aquele médico de atitudes questionáveis declamava aquela coisa de “eu, que vim de família humilde, que estudei em escola pública, que fiz e aconteci pelo povo...” juro que quase vomitei!

Faltou apenas um fundo musical melancólico estilo cena triste de filmes da Disney ou cena de separação de casal de novela, pra completar. Nunca em meus 20 aninhos vi um político tão cínico num debate (ok, José Ronaldo até tentou nos últimos 8 anos, mas o seu pupilo o superou).
Tarcisinho (tadinho) se dizia atacado, escarnecido, vituperado... Quase uma réplica paraguaia de jesus (leia-se aqui com letra minúscula mesmo, porque Jesus é tão Jesus que eu nem ousaria o comparar com T. Pimentinha).

Os outros candidatos não foram lá grande coisa, nem eu esperaria, são políticos ora! Nunca espero nem média coisa... São pequenos por natureza.
Não sou do tipo rebelde, essa coisa contra “o sistema”, mas também preferiria um filho EMO a um filho político... Dos males, o menor! Hahaha
Pelo menos o EMO prejudica a si mesmo, é tristezinho, meloso... O político sacaneia muita gente, é dissimulado e o pior: geralmente ganha horrores pra fazer isso!
Eu sei, a culpa é minha! E é sua também...
Mas fico incomodada só de relembrar a cara dele olhando pra câmera e falando pras donas de casa sem discernimento, pros pais de família iludidos, pros funcionários públicos – bom, esses sem vergonha na cara mesmo – que votarão nele... E o pior, pros jovens perdidinhos da Silva.


Minha vontade era mesmo não votar pra nenhum, não defendo nenhum...
Até porque tirando o populistazinho, me sobram apenas outro médico arrogante que se fia no que o pai fez há séculos atrás, um burgueszinho de família politiquenta [sic] que só apareceu pra cidade nos últimos meses e um professor universitário sem chances, que certamente renderia um texto a parte de tão tosco que é.
Só faltou um ACM bisneto (rsrs) pra completar a bagaceira.
Aiaiaiai amanhã é o grande dia vou lá meter o dedão nos botões ver a cara de uns falsários e exercer o ápice de minha cidadania.
É isso aí!
Uhuuuuuuuuuuuu!!!

Ps.: [sic] = "Palavra que se pospõe a uma citação, ou que nesta se intercala, entre parênteses ou entre colchetes, para indicar que o texto original é bem assim, por errado ou estranho que pareça."
No meu caso é só pra dizer que é assim mesmo e pronto! Nem digitei errado, nem precisa relativizar o que escrevi... É exatamente o que tem ali e fim.


 

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