Minha beleza não é perfeita,
nem é pouca, nem muito exata.
Tem cara de gente amanhecendo,
correndo pelo sustento.
Minha beleza inspira, expira,
por vezes perde a validade
prestando contas à verdade do espelho.
Vejo não ser aquilo que vejo.
Minha beleza escorre dos dedos
segredos não ditos aos olhos nús,
Quisera eu uma cruz mais bela
que aquela que carrego escondida.
Minha beleza foi de sacola à feira
e nada comprou, roubaram-lhe a carteira.
Voltou faminta, fazia tempo não comia,
roubou lá uns farelos para não cair em anemia.
Minha beleza, outra beleza,
passou por baixo da catraca,
sentou-se à janela do ônibus,
conformou-se com o trânsito, adormeceu.
(Não sei quem escreveu esse,
mas é a definição perfeita
de minha beleza...
Um dia eu cresço e escrevo algo assim...)
keu azevedo
Sou egocêntrica e de um humor às vezes ácido, às vezes imbecil. Tenho péssima memória e uma timidez inconveniente. Meio desajeitada, meio lerda, nerd simpatizante. Com uma forte tendência melancólico-saudosista e uma paixão descomedida por Literatura. Gosto de estar certa, gosto de ser mimada e tenho PHD em longas esperas. Cuidado: sou altamente instável, nasci potencialmente predisposta à falhas de execução.
7 de maio de 2008
1 de maio de 2008
~ Soneto 17 ~
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
(Shakespeare) Sou fã desse cara!
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
(Shakespeare) Sou fã desse cara!
Assinar:
Postagens (Atom)