Gosto de Gente assim... com a cabeça no lugar, de conteúdo interno, idealismo nos olhos e dois pés no chão da realidade.
Gosto de gente que ri, chora, se emociona com um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.
Gente que ama e curte saudade, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais. Admira paisagens, poeira e chuva.
Gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternuras, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si, emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser!
Gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam.
Gente que colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.
Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos. Com muito amor dentro de si.
Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentoras suas lágrimas e sofrimentos.
(Autor desconhecido... Mas eu gostaria de ter escrito! )
keu azevedo
Sou egocêntrica e de um humor às vezes ácido, às vezes imbecil. Tenho péssima memória e uma timidez inconveniente. Meio desajeitada, meio lerda, nerd simpatizante. Com uma forte tendência melancólico-saudosista e uma paixão descomedida por Literatura. Gosto de estar certa, gosto de ser mimada e tenho PHD em longas esperas. Cuidado: sou altamente instável, nasci potencialmente predisposta à falhas de execução.
26 de janeiro de 2008
Uma canção

Quero fazer a minha própria canção e cantá-la ao vento,
Beber do néctar da poesia nos lares sóbrios,
instigar a procura de mim por dias perdidos...
E ser a reverência à paixão que não tive.
Por que sofrer se tenho a pena em minhas mãos?
Ainda que frágil os meus dedos e turva minha retina,
eu deito sílabas nas árvores mortas.
Não me interesso pelo abstrato, quero o mínimo.
Não choro, faço versos inacabados...
Não minto, sou muitos.
Não rimo, infrinjo.
Não escolho assunto, rabisco sentimentos que
nem sempre são meus.
Eu só queria ser folha desprendida
Companheira do vento, andarilha no espaço...
Folha solta, folha só, folha seca...
Mas folha ida.
Toquem os sinos, abram os braços,
Fechem as portas e gritem!
E depois, febrilmente amem sem sentido.
Só assim estar aqui vale à pena.
Beber do néctar da poesia nos lares sóbrios,
instigar a procura de mim por dias perdidos...
E ser a reverência à paixão que não tive.
Por que sofrer se tenho a pena em minhas mãos?
Ainda que frágil os meus dedos e turva minha retina,
eu deito sílabas nas árvores mortas.
Não me interesso pelo abstrato, quero o mínimo.
Não choro, faço versos inacabados...
Não minto, sou muitos.
Não rimo, infrinjo.
Não escolho assunto, rabisco sentimentos que
nem sempre são meus.
Eu só queria ser folha desprendida
Companheira do vento, andarilha no espaço...
Folha solta, folha só, folha seca...
Mas folha ida.
Toquem os sinos, abram os braços,
Fechem as portas e gritem!
E depois, febrilmente amem sem sentido.
Só assim estar aqui vale à pena.
Alusão egocêntrica

Queria ser pluma
resquício leve do passado,
fragmento ausente do hoje
futuro levado solto, corrido
amanhã incerto...
Queria ter um dedo de porvir,
uma cláusula exata do que não foi.
A instância mais longínqua
entre mim e meu ego.
Queria mesmo é cruzar os braços
E estender as têmporas cansadas;
Desfazer os laços da angústia,
Caminhar como um salteador fiel
roubando um pouco de si em cada esquina de si mesmo.
Quero tatear na luz
e me saciar das lágrimas dispersas...
Contemplar os fios que cortam, os sorrisos que afagam,
as portas que beijam, os olhares que entrelaçam,
as virtudes que sofrem, os amores esparsos...
O meu desejo é sombra do desejo.
O meu anseio é sono fatigado.
É projeção de outrem,
É espaço de quem sou.
resquício leve do passado,
fragmento ausente do hoje
futuro levado solto, corrido
amanhã incerto...
Queria ter um dedo de porvir,
uma cláusula exata do que não foi.
A instância mais longínqua
entre mim e meu ego.
Queria mesmo é cruzar os braços
E estender as têmporas cansadas;
Desfazer os laços da angústia,
Caminhar como um salteador fiel
roubando um pouco de si em cada esquina de si mesmo.
Quero tatear na luz
e me saciar das lágrimas dispersas...
Contemplar os fios que cortam, os sorrisos que afagam,
as portas que beijam, os olhares que entrelaçam,
as virtudes que sofrem, os amores esparsos...
O meu desejo é sombra do desejo.
O meu anseio é sono fatigado.
É projeção de outrem,
É espaço de quem sou.
Simplitude
Um passarinho descansa
Num fio.
Milímetros de espaço
O separam do chão.
Embaixo das patas
Um pequeno fragmento de realidade,
Sob as asas
Um grande pedaço de infinito.
Se um vento forte o incomoda
E o faz oscilar,
Ele não teme e se joga
Já está a voar...
(Denise Nascimento, uma amiga literata...)
Num fio.
Milímetros de espaço
O separam do chão.
Embaixo das patas
Um pequeno fragmento de realidade,
Sob as asas
Um grande pedaço de infinito.
Se um vento forte o incomoda
E o faz oscilar,
Ele não teme e se joga
Já está a voar...
(Denise Nascimento, uma amiga literata...)
Eu me fiz poeta

Eu me fiz poeta porque achava bonito escrever,
falar o que muitos sentem mas não conseguem dizer.
Eu me fiz poeta pra falar no papel
aquilo que ninguém queria ouvir
quando eu tentava falar.
Me fiz poeta na dor, na solidão,
No desencontro, no frio do chão
e no sorriso que eu precisava e não tive...
Eu me fiz poeta num labirinto de vida;
de tantas vidas que passaram e mancharam meu sonho de ser feliz.
Me fiz poeta na esperança de um sorriso amigo,
uma palavra de carinho...
E hoje, mesmo como poeta,
Declamo minhas poesias tentando nelas passar alegrias,
ver sorrisos surgirem no meio dos rostos a minha frente.
Mas, depois que minha platéia no palco da vida se vai,
eu continuo só,
e quem é que vai pensar na minha solidão?
Eu me fiz poeta porque não tenho coragem de ser palhaça,
e me esconder num rosto pintado;
me escondi na poesia, e o que pouca gente percebe,
é que por trás de todo este disfarce,
existe uma mulher que chora e mente no que declama,
mas mesmo depois de tudo,
sofre, reclama e ama.
(Edjane Silva, minha ex-aluna, 6ª série em 2007 [quando o texto foi feito]... A jovem autora na foto aí acima agora em 2008... Bonita e talentosa, tem futuro!)
falar o que muitos sentem mas não conseguem dizer.
Eu me fiz poeta pra falar no papel
aquilo que ninguém queria ouvir
quando eu tentava falar.
Me fiz poeta na dor, na solidão,
No desencontro, no frio do chão
e no sorriso que eu precisava e não tive...
Eu me fiz poeta num labirinto de vida;
de tantas vidas que passaram e mancharam meu sonho de ser feliz.
Me fiz poeta na esperança de um sorriso amigo,
uma palavra de carinho...
E hoje, mesmo como poeta,
Declamo minhas poesias tentando nelas passar alegrias,
ver sorrisos surgirem no meio dos rostos a minha frente.
Mas, depois que minha platéia no palco da vida se vai,
eu continuo só,
e quem é que vai pensar na minha solidão?
Eu me fiz poeta porque não tenho coragem de ser palhaça,
e me esconder num rosto pintado;
me escondi na poesia, e o que pouca gente percebe,
é que por trás de todo este disfarce,
existe uma mulher que chora e mente no que declama,
mas mesmo depois de tudo,
sofre, reclama e ama.
(Edjane Silva, minha ex-aluna, 6ª série em 2007 [quando o texto foi feito]... A jovem autora na foto aí acima agora em 2008... Bonita e talentosa, tem futuro!)
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