
Tudo que vejo ao meu redor tem aspecto gasto.
As piadas são repetitivas: sempre os mesmos bodes-expiatórios,
a poeira invade as casas e transforma as pessoas em múmias.
Preciso olhar além,
voltar a crer em estórias, ouvir mais causos, dar mão à palmatória.
Granir pontos coloridos no papel só pra poder ver que desenhos eles formam no ar.
Dispor-me de tal forma a querer ser humo, consumir-me e refigurar-me nutrição para que outros sejam saciados.
Hoje, meus olhos vêem asas arrevesadas, mas eu entendo que ainda é preciso voar...
O tempo adequado e as condições favoráveis não chegarão.
Não se espera que o deserto vire rio para atravessá-lo; e se ainda assim alguém o crê, que construa sua canoa antes que as águas invadam... A prudência é irmã das grandes travessias.
O que procuramos não está no profundo de nós, lá dentro não há muita coisa. Está em encontrar o sentido mais louco pra fazer aquilo que sabíamos desde o início: fomos chamados para servir.
Um serviço não lisonjeador, mas de amor com propósito.
Um serviço que é capaz de transformar a resistência, vencer paradigmas.
Quando estamos bravos após um desentendimento, não são as justificativas a melhor estratégia, mas aquele sorriso sincero que nos desarma, aquele abraço apertado e silencioso que nos amolece...
O que eu vejo é um mundo perdido de quem mata porque esqueceu que acima de tudo, está a capacidade humana de AMAR.
Mas eu acreditarei até o fim, acreditarei na remissão.
Isso é olhar além do que os meus olhos hoje podem ver.
As batalhas se multiplicarão, a dor também. Mas no homem há seiva, há essa inigualável fênix que renasce do sangue derramado.
É quando se esquece a lição que se volta aos livros... É hora de ensinar aos mestres que a sabedoria e a dignidade não se constroem com meditação e yoga, mas com exercício vivo da tolerância, com a mão estendida quando não haverá recompensas, com a prática do amor que tantos pregam e poucos executam.
É tempo de enxergar além dos determinismos, dos olhos acusadores, é tempo de dizer: “vem como estás”...
Quem acolhe uma semente seca e a rega, tem árvore para descansar à sombra.
Isso é apurar a visão, é tentar olhar além do que os meus olhos hoje podem ver.
As piadas são repetitivas: sempre os mesmos bodes-expiatórios,
a poeira invade as casas e transforma as pessoas em múmias.
Preciso olhar além,
voltar a crer em estórias, ouvir mais causos, dar mão à palmatória.
Granir pontos coloridos no papel só pra poder ver que desenhos eles formam no ar.
Dispor-me de tal forma a querer ser humo, consumir-me e refigurar-me nutrição para que outros sejam saciados.
Hoje, meus olhos vêem asas arrevesadas, mas eu entendo que ainda é preciso voar...
O tempo adequado e as condições favoráveis não chegarão.
Não se espera que o deserto vire rio para atravessá-lo; e se ainda assim alguém o crê, que construa sua canoa antes que as águas invadam... A prudência é irmã das grandes travessias.
O que procuramos não está no profundo de nós, lá dentro não há muita coisa. Está em encontrar o sentido mais louco pra fazer aquilo que sabíamos desde o início: fomos chamados para servir.
Um serviço não lisonjeador, mas de amor com propósito.
Um serviço que é capaz de transformar a resistência, vencer paradigmas.
Quando estamos bravos após um desentendimento, não são as justificativas a melhor estratégia, mas aquele sorriso sincero que nos desarma, aquele abraço apertado e silencioso que nos amolece...
O que eu vejo é um mundo perdido de quem mata porque esqueceu que acima de tudo, está a capacidade humana de AMAR.
Mas eu acreditarei até o fim, acreditarei na remissão.
Isso é olhar além do que os meus olhos hoje podem ver.
As batalhas se multiplicarão, a dor também. Mas no homem há seiva, há essa inigualável fênix que renasce do sangue derramado.
É quando se esquece a lição que se volta aos livros... É hora de ensinar aos mestres que a sabedoria e a dignidade não se constroem com meditação e yoga, mas com exercício vivo da tolerância, com a mão estendida quando não haverá recompensas, com a prática do amor que tantos pregam e poucos executam.
É tempo de enxergar além dos determinismos, dos olhos acusadores, é tempo de dizer: “vem como estás”...
Quem acolhe uma semente seca e a rega, tem árvore para descansar à sombra.
Isso é apurar a visão, é tentar olhar além do que os meus olhos hoje podem ver.
Ps.: O título desse post [que tb já foi o do blog]
é o nome de uma música da banda de rock OFICINA G3
que teve um papel fundamental na minha adolescência:
“Além do que os olhos podem ver”
Ps.2: Claro que sou influenciada pelo que está acontecendo:
Israel =Shalom=Palestina: Oxalá/ inshalá*
4 comentários:
nossa que difícil ver além do que se vê!!! mas é certo que assim que consegue, ahhhh, sào tantas coisas novas... que nos sentimos até um idiota!! tipo, como não vi isso antes!! rsrsrs.
mas vejo que assim é a vida!
um abraço.
Amiga, se foi no ímpeto não sei, mas q está lindo, isso é indizível!!
PARABÉNS!!
E que venham mais momentos de ímpeto!
Adorei a temática do seu texto, parabéns mil vezees!!
Bjus.
Esplêndido o texto,Keu!!Fiquei extasiado ao ler e reler seus versos.E sei que vou guardar a emoção desse momento para sempre.Que forma poética singela e lírica de falar do amor,da esperança,da sabedoria,da tolerância.Quanta lucidez!
Parabéns por este e por todos os outros textos que você já produziu aqui,que andei lendo e voltarei,certamente,para ler mais.
Um ótimo dia pra você.
Abraços.
Ia me esquecendo de agradecer a sua visita ao meu recanto e as suas gentis e carinhosas palavras lá deixadas.Muito obrigado,de coração.
Abraços.
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