Como mentir diante das evidências?Meus brinquedos já não brincam mais comigo,
Minha lupa desbotada, não amplia nada... Disseca.
O elástico que eu pulava agora me enlaça,
As bonecas são tão levianas que me irritam.
De que preciso?
- De calma, de tempo, de certeza.
As borboletas me dão medo,
São meu futuro que ainda desconheço.
Os fogos me assustam:
São rugidos passageiros,
Brilho efêmero que em mim desfalece.
Não sei se amanhã levantarei,
Se colocarei os pés no chão frio
E me arrastarei até a pia...
Não sei.
As minhas reservas são de cobre,
E os meus bens são corrosivos:
Corroem a mim e a tudo quanto sou.
Mas não consigo me livrar deles,
São a maconha do meu ego.
De que preciso?
- De calma, de tempo, de certeza.
A terra me chama pra miudeza
Mas o dia me mostra o sol.
O homem me quer ferino,
Mas a noite me amolece...
Se eu ao menos tivesse um alicerce...
Quereria menos o que não me cabe,
E mais o que me pertence.
Tento me tranqüilizar,
Mas a tranqüilidade é escorregadia pros temperamentais.
Tento esperar,
Mas esperança é veneno paliativo pros ansiosos,
Então, me apego à única certeza que tenho:
- A verdade é realmente uma só.
5 comentários:
A verdade é uma só: És sensível. Espero que nunca deixe de sê-lo, pois seria uma desastre. Teu cunho poético, criativo grita na ânsia de sair e bordar folhas brancas.
Abraço,
R.Vinicius
Noooooossa.
Muito lindo o poema.
De verdade, meus parabéns... Achei muito bom o espaço.
COm certeza voltarei mais vezes.
Abraços.
Ah!FAla que essas sapatilhas xadrez são suas vai!!!Que lindas!
Bjão e sempre por aqui! felicidades sempre,o ano todo!!!
té mais!
hahahaha
As sapatilhas xadrez são minhas sim...
hihihhi
Obrigada a todos pelos coments!
[Palmas]
... vc pulava elástico!? < (kkk desnecessário essa parte)
Bjs e abraços!!
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