Acho que era uma vez...
Ou duas, ou três... Enfim: fragmentos em que nossa protagonista vadiava pra nos dar história.
Seu nome era Setembrina Marguerita: não um nome de batismo, (moça assim num se batiza) o Setembrina era de nascença e o Marguerita, apelido carinhoso que a custo de rebolado e bebedeira seus amigos coloridinhos lhe deram.
Mulher de fazer mancebo babar sem custo, moça de fazer homem-feito cumprir a gosto hora extra pelo menos duas vezes na semana.
Quando era criança Marguerita já deixava pivete frouxo: se banhava na bacia os moleques mais maldosos corriam pra ver não se sabe o que; se pedia um chiclete eram balinhas pro mês inteiro que levava pra casa. Na escola quando ia, ia mal. Preferia mesmo era fazer doce... E nem sabia que depois de crescida, fazer doce não lhe daria pão.
Morena de açúcar, trapaceada pelas palavras alheias mais que pelas próprias, vivia solta como fagulha ousada, que se desprende da brasa só pra brincar por ai...
Toda sexta-feira Srtª Marguerita de cabelo lavado e saia da moda, bebe e belisca com amigos, conhece doutores e ninfetos maquiavélicos que lhe banham de cerveja e cidra, pra deixá-la mais aberta à passeios... Curioso é que sempre funciona.
E lá vai Setembrina: pintada, sem ânsia ou vergonha, investir na creche do sobrinho, nos remédios pro cunhado, no aluguel da sua biboca e no sonho da doceira que será um dia.
Seu nome era Setembrina Marguerita: não um nome de batismo, (moça assim num se batiza) o Setembrina era de nascença e o Marguerita, apelido carinhoso que a custo de rebolado e bebedeira seus amigos coloridinhos lhe deram.
Mulher de fazer mancebo babar sem custo, moça de fazer homem-feito cumprir a gosto hora extra pelo menos duas vezes na semana.
Quando era criança Marguerita já deixava pivete frouxo: se banhava na bacia os moleques mais maldosos corriam pra ver não se sabe o que; se pedia um chiclete eram balinhas pro mês inteiro que levava pra casa. Na escola quando ia, ia mal. Preferia mesmo era fazer doce... E nem sabia que depois de crescida, fazer doce não lhe daria pão.
Morena de açúcar, trapaceada pelas palavras alheias mais que pelas próprias, vivia solta como fagulha ousada, que se desprende da brasa só pra brincar por ai...
Toda sexta-feira Srtª Marguerita de cabelo lavado e saia da moda, bebe e belisca com amigos, conhece doutores e ninfetos maquiavélicos que lhe banham de cerveja e cidra, pra deixá-la mais aberta à passeios... Curioso é que sempre funciona.
E lá vai Setembrina: pintada, sem ânsia ou vergonha, investir na creche do sobrinho, nos remédios pro cunhado, no aluguel da sua biboca e no sonho da doceira que será um dia.
Já não dorme. É preciso fazer cocadas e tantos docinhos... A cada gota de suor que limpa com as costas das mãos, promete pra si mesma não perder o rumo. Trabalha 16 horas por dia. Suspira as horas que sobram.
No final de semana entrega encomendas, recebe dinheiro, visita a família de três pessoas.
Quando chega à porta o menino lhe abraça. Marguerita acostumada a beijos, agora é quem beija. Cumprimenta o cunhado amarelo, e ouve seus lamentos. A irmã não está: o trabalho é necessário, no domingo ainda é mais difícil parar. Cozinha um pouco, e, se junto com o menino-sobrinho, são duas crianças que riem. Na hora do almoço ainda faz uma prece: pede alimento, saúde e trabalho, enquanto seu peito estala e as dores ecoam em uníssono.
À tarde desce a ladeira e o vento travesso, brinca de se enrolar na barra da saia... A rua de gargantas gritantes e bares acesos comemora alguma coisa, vivida não se sabe onde, importante pra não se sabe quem... Mas estão todos felizes.
Marguerita de pés cansados só suspira por alguém que fizesse uma massagem malfeita, que esquentasse água no fogão pra um banho gostoso, que dissesse uma vezinha sequer, que não custam os carinhos, e que pela manhã ainda estará lá.
Os fuscas se arrastam, as crianças brigam e xingam como adultos, e a já perdida Setembrina, vai de passo a passo mais perto de casa, mas longe do mundo.
Um assovio lhe assusta, um chamado insistente lhe faz voltar algum tanto.
Um convite de última hora... Mas era domingo e não sexta-feira.
Marguerita recusa, fala dos doces... Negócio é negócio, responde o amigo.
A moça hesita, é um domingo...
À tarde desce a ladeira e o vento travesso, brinca de se enrolar na barra da saia... A rua de gargantas gritantes e bares acesos comemora alguma coisa, vivida não se sabe onde, importante pra não se sabe quem... Mas estão todos felizes.
Marguerita de pés cansados só suspira por alguém que fizesse uma massagem malfeita, que esquentasse água no fogão pra um banho gostoso, que dissesse uma vezinha sequer, que não custam os carinhos, e que pela manhã ainda estará lá.
Os fuscas se arrastam, as crianças brigam e xingam como adultos, e a já perdida Setembrina, vai de passo a passo mais perto de casa, mas longe do mundo.
Um assovio lhe assusta, um chamado insistente lhe faz voltar algum tanto.
Um convite de última hora... Mas era domingo e não sexta-feira.
Marguerita recusa, fala dos doces... Negócio é negócio, responde o amigo.
A moça hesita, é um domingo...
Mas quem sabe assim, com esse trabalho extra e esforço duplo, não desse pra comprar o tênis do menino... Sua irmã também já labuta tanto... E a escola agora exige sapato.
Entra no carro, Corola novinho, vai passear...
O que ninguém entende é porque a biboca não abre na segunda-feira.
Entra no carro, Corola novinho, vai passear...
O que ninguém entende é porque a biboca não abre na segunda-feira.
O dia amanheceu e as esperanças de uma vida trovejaram escureceram pra sempre debaixo do sol.
Marguerita viajou?
Não.
Marguerita viajou?
Não.
Marguerita não volta. A consulta foi cara demais pro doutor do Corola...
As três balas na cabeça de Marguerita com certeza não pagam aluguel de doçaria, e até onde sei, também não compram tênis nenhum.
As três balas na cabeça de Marguerita com certeza não pagam aluguel de doçaria, e até onde sei, também não compram tênis nenhum.
5 comentários:
Gostei da criatividade do nome (tenho problema com nomes). Você usou o fluxo de consciência? Como Jack Kerouac? É quando se escreve sem parar, jogando as palavras, como se as estivesse vomitando, você senta e começa a escrever e vai indo até ver onde para. Gosto deste estilo. Conhece Jack Kerouac? Ele escreveu um livro em sete dias se não me engano.
Abraços,
R.Vinicius
ulálá...Num faço idéia de quem seja mas vou pesquisar (viva o google!)
Bom, eu escrevi esse negócio em uns 20 minutos...Mas não parei pra reler durante...E isso nem foi por estilo, é pq meu cérebro é bem mais rápido que os meus dedos digitando...Se eu parasse, esqueceria e perderia o fio da meada (se é que tem meada hahahaha)ai só fui fazendo...
Acho que foi meio que vomitando mesmo...kkkkkkkk
Será que meu estilo é "vomitatório"?! ulálá!
rsrs
Abiiagaa...Se isso ñ é um conto, o que será então??
Não quebre a cabeça com gêneros e continue vomitandooo...hehe
Texto legal, gostoso de ler, ameei muito!!
Bjos menina talentoosa d+!!
oi querida!!!!Escrevendo muito?
PAssando pra desejar uma semana muito boa pra vc!!!!
Ihhhhhhh, que conceito é esse de vomitar????
K.K.K.K.K.K.K.K.
Gênios não vomitam, simplismente criam...
bju s aqmiga amei o conto
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