
Vai letra minha,
Sorte minha
Pensamento meu.
Diz meu particular
Minha falta,
E bem-querança...
Pede verso meu
De um intento,
De gota frouxa
Em bolinha de sabão.
Corre coração bandido
Pincela na veia
Um sopro de susto,
Um copo bordado,
Um pouquinho de frio.
Pensa em prosa adoçada
Em tarde na praia
Em rostos, em ninho.
E me diz disso tudo...
O que permanece?
Fica no colarinho da memória
Aquela mancha suada
Que custa a sair...
Fica o papel amarelado,
De tanto guardado,
De promessa e amor.
Fica a cicatriz descascada,
A face rosada
E o arrepio que não volta mais...
Fica a minha tentativa
Também numa folha esquecida
Em meu desejo selado.
Sorte minha
Pensamento meu.
Diz meu particular
Minha falta,
E bem-querança...
Pede verso meu
De um intento,
De gota frouxa
Em bolinha de sabão.
Corre coração bandido
Pincela na veia
Um sopro de susto,
Um copo bordado,
Um pouquinho de frio.
Pensa em prosa adoçada
Em tarde na praia
Em rostos, em ninho.
E me diz disso tudo...
O que permanece?
Fica no colarinho da memória
Aquela mancha suada
Que custa a sair...
Fica o papel amarelado,
De tanto guardado,
De promessa e amor.
Fica a cicatriz descascada,
A face rosada
E o arrepio que não volta mais...
Fica a minha tentativa
Também numa folha esquecida
Em meu desejo selado.
Ps.: tenho sérios problemas em fazer rimas...(por isso não tem ai) elas me tolhem.
3 comentários:
E ficam teus versos a tocarem as frágeis folhas, pálidas e solitárias. Belo poema, intenso, bem escrito e ao meu ver cunhado com teus traços.
Abraço,
R.Vinicius
Eu nem percebi que faltaram as rimas. Tem um ritmo tão bom...e como disse esse tal R.Vinícius "cunhado com teus traços." Muito bom mesmo, acertou de novo, só pra variar.
Cleide, teu verso sem rima me traz paz e a tua escrita acaba trazendo certa originalidade...Muito lindo seu poema.
Parabéns!!
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