Onde estão meus frutos?Se eu não encontrá-los permanecerei anônima.
Onde estão as polpas?
Quem tem polpa tem pompa.
Os ponteiros que me observam não retrocedem,
Estão sempre ali, afiados como línguas...
As vitaminas são coloridas
Mas a dieta que somos obrigados a seguir,
Essa é sempre preta e branca.
Não posso sonhar doce com um algodão,
Não posso querer bolo senão fico torta,
Não posso nem mascar um chiclete senão viro látex.
Os frutos ao lado estão apodrecendo
E os meus ainda não vieram...
Porque é tão maçante ser pseudo-saudável?
As fábricas já industrializam tudo:
Industrializam suco,
Industrializam frutos,
Industrializam o mundo.
Se me encho de agrotóxicos ainda me acusam!
Cada um cuide do que planta
Adube suas vinhas,
Embeleze sua horta.
Porque, por enquanto,
Eu vou regar minhas flores.
“A riqueza que nós temos
ninguém consegue perceber...
E de pensar nisso tudo,
eu, homem feito,
tive medo e
não consegui dormir.”
Renato Russo
3 comentários:
Ameeii!
As frases finais do mestre Renato dão um toque de sofisticação ao teu texto...fecham com chave de ouroo!
PARABÉNS +&melhor a cada diia!
Bjos.
Gostei muito que você visita lá meu blog...
E seu perfil menina nossa!!!Parece comigo a uns anos atrás...mas por mais que você ache talvez que isso é desinteressante saiba que é o que te torna única!!!Tem um dos meus livros que a mocinha é bem assim como voce se descreveu!
Beijos e bom Domingo.
Fico grato, praga do Egito, se eu não fosse afro-descendente até ficaria vermelho, mas a cor não me permite. Adorei este teu texto e o que segue. Quando criticarem sua obra já haverá uma resposta à altura.
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