
Dividem-se as minhas buscas...
E na tábua rosada onde depositei minhas ânsias mais infantis,
Está também o torpor incômodo,
A estratégia que inventei
Pra me sentir menos só.
Repartem-se os meus quereres,
Submultiplicam-se estradas, estradas, estradas...
Quando amanhece, são as rugas que me acordam,
Quando anoitece, são as lágrimas que me embalam o sono.
Estradas, estradas, estradas...
A menina dentro de mim mora numa casa velha
- no fim da rua -
Tem cadeira de balanço e móveis de cabriúva,
Cozinha pra uma pessoa e lê Agatha Christie .
Se intitula a oitava nota musical.
Estradas, estradas, estradas...
Observando tantas tripartições
Vi que o trator horroroso é o mesmo que aplaina;
Que a mãe que belisca é a mesma que resgata;
Que os pobres que incentivam, são os nobres que te deixam.
Estradas, estradas, estradas...
Sei que mais um ciclo se completará em breve,
Sei que os adultos são cansativos e as crianças serelepes demais,
Sei ainda que tenho deixado de saber tanta coisa...
Mas continuo indo... Com preguiça ligeira,
Chinelo de couro e tolerância ao sol quente...
Passeando a custo por essas
Estradas, estradas, estradas...
E na tábua rosada onde depositei minhas ânsias mais infantis,
Está também o torpor incômodo,
A estratégia que inventei
Pra me sentir menos só.
Repartem-se os meus quereres,
Submultiplicam-se estradas, estradas, estradas...
Quando amanhece, são as rugas que me acordam,
Quando anoitece, são as lágrimas que me embalam o sono.
Estradas, estradas, estradas...
A menina dentro de mim mora numa casa velha
- no fim da rua -
Tem cadeira de balanço e móveis de cabriúva,
Cozinha pra uma pessoa e lê Agatha Christie .
Se intitula a oitava nota musical.
Estradas, estradas, estradas...
Observando tantas tripartições
Vi que o trator horroroso é o mesmo que aplaina;
Que a mãe que belisca é a mesma que resgata;
Que os pobres que incentivam, são os nobres que te deixam.
Estradas, estradas, estradas...
Sei que mais um ciclo se completará em breve,
Sei que os adultos são cansativos e as crianças serelepes demais,
Sei ainda que tenho deixado de saber tanta coisa...
Mas continuo indo... Com preguiça ligeira,
Chinelo de couro e tolerância ao sol quente...
Passeando a custo por essas
Estradas, estradas, estradas...
Ps.: Esse post foi também inspirado num livro que li em 2002 "A MENINA DO FIM DA RUA": um livro de 1973, do escritor estadunidense Laird Koenig. Uma amiga da época - meio gótica e super talentosa - que me emprestou (saudades de tu Pitty, bons tempos aqueles de nossos devaneios c/ Legião Urbana, a gente achava que ia ser pra sempre). Livro muito bom, e a foto da menina na capa me dá medo até hoje...hehehe
Ps.2: Pra quem se interessou: Há também a versão cinematográfica do livro de 1976, com Jodie Foster e Martin Sheen. (sempre prefiro os livros, mas se estiver difícil de achar...) Eu nunca assisti [só pra constar] se alguém vir, me diz se é bom.
ps.3: é VIR mesmo, não escrevi 'errado'.
ps.4: A referência à Agatha Christie é porque eu a lia muito até os 16, 17 anos...
1 comentários:
Eiii
eu também li esse livro, vc me emprestou, lembra?
Nunca esqueço...história de arrepiar!
Rs
Lindo texto Keu, a ruptura dói, mas ela sempre se faz necessária, é uma dor passageira q evita dores prolongadas!
Bjoos.
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