
Hoje não quero apenas falar de mim.
Quero falar dos contornos macios de cada nota,
Das melodias puristas que nos circundam...
De estalar de dedos e pestanejares tímidos.
Quero falar do tropeço que machuca o dedão, mas sobreavisa a alma.
E das coisas sem nexo que fazemos só pra depois perder mais tempo se culpando sem nexo nenhum.
De quando alguém finge não saber e a gente finge que não entendeu o fingido.
De situações mornas onde tudo que se quer é saltar para o próximo minuto.
Quero falar das flores que já murcharam,
E daquelas que nem foram plantadas ainda, que são sementes virgens à espera das mãos ásperas de seu lavrador.
Falar das coisas que pensamos e morrem no pensamento.
Falar desse território curioso que é a mente humana...
Quero falar dos CDs antigos, aqueles que você achava que ia ouvir pra sempre...
Dos relógios... E como são constantes os relógios...
Das chaves perdidas, das chaves com que presenteamos pessoas, e das pessoas que jogaram as nossas chaves fora.
Das moedas, da falta de moedas e dos jogos: partidas perdidas, vitórias tão comemoradas que hoje nem dá pra lembrar.
Quero por fim falar a você:
Das suas coisas e dos seus laços de cetim.
Das frases incompreensíveis que você disse por insegurança;
Da roupa que você usava naquela foto que ainda mexe com sua imaginação,
E de quem estava com você na foto...
Das poesias que você costuma ler...
Solta o teu grito!
Desgaste-se um pouco mais!
Não dê crédito aos créditos, principalmente aos teus créditos.
E vá... Pior que o medo da estrada é a velhice lamentosa numa cadeira de balanço.
Ps.: Essa foto é da minha gatinha Cecília... atendendo a pedidos! rsrs
Quero falar dos contornos macios de cada nota,
Das melodias puristas que nos circundam...
De estalar de dedos e pestanejares tímidos.
Quero falar do tropeço que machuca o dedão, mas sobreavisa a alma.
E das coisas sem nexo que fazemos só pra depois perder mais tempo se culpando sem nexo nenhum.
De quando alguém finge não saber e a gente finge que não entendeu o fingido.
De situações mornas onde tudo que se quer é saltar para o próximo minuto.
Quero falar das flores que já murcharam,
E daquelas que nem foram plantadas ainda, que são sementes virgens à espera das mãos ásperas de seu lavrador.
Falar das coisas que pensamos e morrem no pensamento.
Falar desse território curioso que é a mente humana...
Quero falar dos CDs antigos, aqueles que você achava que ia ouvir pra sempre...
Dos relógios... E como são constantes os relógios...
Das chaves perdidas, das chaves com que presenteamos pessoas, e das pessoas que jogaram as nossas chaves fora.
Das moedas, da falta de moedas e dos jogos: partidas perdidas, vitórias tão comemoradas que hoje nem dá pra lembrar.
Quero por fim falar a você:
Das suas coisas e dos seus laços de cetim.
Das frases incompreensíveis que você disse por insegurança;
Da roupa que você usava naquela foto que ainda mexe com sua imaginação,
E de quem estava com você na foto...
Das poesias que você costuma ler...
Solta o teu grito!
Desgaste-se um pouco mais!
Não dê crédito aos créditos, principalmente aos teus créditos.
E vá... Pior que o medo da estrada é a velhice lamentosa numa cadeira de balanço.
Ps.: Essa foto é da minha gatinha Cecília... atendendo a pedidos! rsrs
8 comentários:
Ana Paula!
Profundidade e sensibilidade marcantes em teu texto!
Bonito o nome de tua gatinha,Cecília...os felinos são tudo o que há de bom !!!
Angela
Keeu!!
Fia...Como eu já havia lhe dito...Vc ñ evolui a sua escrita, pois és uma poetisa completa...Os teus textos ó evidenciam isso!
Bjuks
Cleideeee!
Cleideeee!
rrss
Uhuu!
hehehe
Obrigada pela visita e coments meninas...
vlw.
bju e sem ser jargão de comércio: volte sempre...Fique à vontade.
*Ana, cê já é da casa!
è sempre bom dar valor as pequenas coisas, nem que seja uma tarde com os amigos ou qualquer coisa sem sentido, vale a pena.
ótimo texto.
linda gata.
Parabéns, adorei te ler...
bjos!
Tuas palavras versam nas linhas, flutuam como borboletas, trazendo a simplicidade e a beleza. Gosto da simplicidade aliada a sinceridade. Como a Ana disse tu tens, ou melhor, tu és poetisa. Concordo com ela. Cheguei aqui por indicação da Ana. =) Gostei muito e vou voltar mais vezes, tá?
Abraço, até breve,
R.Vinicius
Caraco.
Muito bom.
Ainda tô degustando o gosto desse texto. Sensacional!
Gostei mais uma vez de passar por aqui...
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