28 de abril de 2012

Ao Leãozinho

Postado por Keu Azevedo em 28.4.12
Texto para ser lido ao som de "O Leãozinho" na versão do Beirut


Dizem que a felicidade está nas pequenas coisas...
Mas não acho que seja pequeno o espaço que você (já) ocupa na minha vida e as coisas bonitas que você cultiva lá dentro.
Não acho que seja pequeno o bem que você me faz; 
nem pequeno o teu sorriso que faz do meu coração piloto de fórmula 1 e das minhas pernas gelatina.
Também não acho nada pequeno o mundo que existe dentro do teu abraço, 
onde quero sempre me esconder, porque das gostosuras todas, 
é uma delícia ser cercada pelos teus braços e deixar teu peito ser meu lar.
Não acho pequenos os beijos teus, 
nem as histórias todas que tua língua conta pra minha enquanto a gente se entrega num querer mudo.
Não acho pequeno teu telefonema doce pra me dar bom dia (cedo mesmo nos dias folga)
e tua voz me despertando aos poucos enquanto você fala um monte de lindezas 
que eu finjo não levar a sério.
Não são pequenas as nossas conversas longas, nossas risadas imbecis e nossas provocações mútuas.
Não são pequenos os nossos planos
(os seus bem melhores que os meus, os meus geralmente tecidos pra disfarçar o quanto também quero os seus), as nossas dissonâncias (quem não tem?) e a nossa necessidade um do outro.
Não pode ser pequeno, não dá. 
Meu peito ainda aquece cada vez que tua plaquinha sobe no msn, 
meu risinho bobo ainda lampeja cada vez que um sms teu aparece no meu celular,
e eu penso em você quando acordo, quando vou dormir e no intervalo entre ambos.
Não são pequenos os teus mimos comigo nem meu cuidado contigo...
É tudo muito grande, proporcional à minha felicidade.
Então eu tô me preparando pra reencontrar em você as palavras bonitas que minha língua não encontra sozinha, o olhar que meu olhar gosta tanto de ver que se perde, o abraço que preenche o meu abraço de dentro pra fora, o beijo que faz o japão vir parar no meu quintal e a minha alma percorrer o corpo todo eletrizando da cutícula mais fina às minhas pontas duplas...
Eu te amo sem complementos. Você é meu verbo intransitivo: posso até te florear, mas precisar mesmo, você não precisa de mais nada.
Pequenos são só esses meses diante de tudo que a gente ainda vai viver.

2 comentários:

Rafaela Gomes Figueiredo disse...

lindo!
um texto ganha ainda mais vida, quando soa verdadeiro: seja pelas minúcias, notadamente sinceras; seja pela identificação dos fatos com os da própria vida.
e que sorte poder encontrar outro que diga por nós o que, por vezes, não conseguimos!

um abraço.

Talita Prates disse...

que amor bonito!

um beijo.

Tá.

 

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