Acho que tenho pensado em nós. E tenho pensado de uma forma bonita, embora custosa.
Tenho te querido comigo. Deve ser o primeiro sinal - isso se eu ignorar o fato daquela leve acelerada que o meu coração dá quando a gente se fala, e de como as minhas bochechas aquecem quando você diz qualquer coisa bacana ao meu respeito. - E eu tenho considerado tanta coisa... Despeço qualquer lembrança tua com uma ocupação qualquer, mas parece que minha mente fica te citando... Aspas intermináveis dos nossos contatos recentes. E quando eu te vejo tem aquela tensão... Uma conexão absurda que de tanto querer junto, trava.
É tudo tão à moda antiga! Você sugere e eu finjo que não entendo, eu deixo escapar qualquer anseio, e é sua vez de fingir que não se sente nem um pouquinho vitorioso. E a gente ouve a mesma batida, sente na mesma cadência... Só que não dança.
Resta então aquela dupla cara boba de quem quer se abraçar durante horas; resta o espaço do não-compartilhado, os olhares fugidios, a crosta aveludada do que se sente debaixo das 1001 razões pra insegurança.
I know, you swear.
Então eu fico nesse injustificável evitamento de você, enquanto você se protege numa paciência quase covarde. Eu não me jogo, você não me puxa. E a cada dia o encanto cresce, a mutualidade fica cirandeando nossos sorrisos... Somos cúmplices e culpados de um apego gostoso que o tempo há de amadurecer e a vida de aprovar.

8 comentários:
Eu não li ao som de Corinne. Escolhi uma outra música, e mesmo assim deu certo.
Até demais.
Você foi muito feliz nesse post.
Beijos.
Produzindo a todo vapor!
It's love, it's love that I'm feeling...
Como é bom te ler... traz nuvens pro chão!
de tão lindo deu até pra visualizar como numa cena de um filme.:)
besos!
E assim se perde algo precioso...
Fique com Deus, menina Keu Azevedo.
Um abraço.
Adorei o texto e adorei o blog.
Estou seguindo.
Impossível não se apaixonar.
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