4 de julho de 2010

Freedom for me

Postado por Keu Azevedo em 4.7.10

Hoje eu acordei com desejo de liberdade.
Não liberdade de passeatas, de direitos e sacrilégios, não a liberdade social, não a liberdade do mundo...
Eu quero uma liberdade quase libidinosa, liberdade de mim comigo.
 Quero de volta a minha liberdade dos pés descalços, do choro soluçado, do papel amassado, do não querer mais saber... É a liberdade que continua travada aqui, envolta em fiapos de receio, arranhando a minha garganta.
Quero de volta a liberdade que perdi quando fui esquecendo a aurora e materializando privações.
Quero a liberdade de falar bobagens e de pedir perdão. A liberdade de curtir as horas sem relógio, de pedir atenção, admitir-me fraca.
Quero a liberdade de não dar notícias, ouvir música ruim, dormir 12 horas consecutivas; de não esconder mais meu desagrado, minha impaciência, minha discordância ou minha falta de opinião...
A liberdade de sair de dentro de mim ou de enclausurar-me, de escrever sem explicar, de trocar companhia por livros, TV por internet, festa por conversa quentinha em casa, com edredom, algum riso, algumas frases pra não se esquecer. Essa liberdade que eu quero é o elo entre uma fuga sacana e um abraço apertado.
Quero essa liberdade que outra pessoa não me tirou senão eu mesma. A vida é uma jogatina. Eu quero de volta os sentimentos que apostei...
E dane-se o mundo se teimar em ficar no meu caminho! Quando minhas pernas estiverem gastas demais e minhas vistas turvas... Eu quero poder ter vivido o gozo da liberdade. Vale à pena um punhado de arrependimentos em troca de uma plenitude futura. E eu quero.
- E se quando livre eu estiver, você ainda quiser comigo estar... Seremos pássaros prontos a desertar o ninho... Juntos.

3 comentários:

Danilo disse...

Alô Alô Cleideeeee!
Adorei seu texto fia!!!
Matei as saudades de seus Textos!!!!!!!!!!

Pimentah disse...

Eita amiga, saudosismo mode on.isso chama-se crescer! vamos dar anistia às meninas dentro de nós, vamos falar besteiras, assistir Barrados no Baile e tomar banhos de chuva. Libertemo-nos.

Nanda disse...

Viu como eu tinha razão? ficou um post lindo! Qdo a gente pensa que é besteira é sempre poesia...

Adoro te ler.
beijos

 

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