
Todo dia acordo querendo ser atemporal... E a cada dia, enquanto minha pele flerta com as rugas, faço um esforço pra inalar maturidade.
Quando abrimos espaço para tantas dúvidas e medos, eles criam raízes. Apertam o peito e sufocam o coração. A gente vai ficando pequenininho... Querendo voltar a achar graça em balões coloridos, em como eles são livres e leves... Até que estourem.
Andei pensando em versos (versinhos daqueles que adolescentes copiam na agenda) e desejando explicar tudo com poesia mal rimada. Marcar as páginas com clipes, usar adesivos brilhantes... Anotar infimidades só preu saber que aconteceram.
Às vezes, bem às vezes, a gente fica arrepiado com aquele sopro na nuca que diz, sem dizer, um monte de coisas que a gente já sabe... Esse sopro frio é um pouquinho de loucura, é um aviso, é o inconsciente gritando obviedades tantas, que a gente insiste em ignorar... É por isso que a gente treme.
O sopro inesperado na nuca, esse sopro que faz tremer os membros e planta farpas afiadas no estômago, é o mesmo sopro que antecede o beijo.
Às vezes, bem de tempo em tempo, a ansiedade corrosiva como é, fica querendo me liquefazer de dentro pra fora... Então eu me obrigo a entender que o meu sorriso é como o Sol que, em dia nublado, só se esconde pra descansar e voltar ainda mais quente e efusivo no dia seguinte.
É por isso que às vezes, bem de quase em nunca, eu mudo tudinho... E nessa reinventança me perco e me acho... Sempre cabendo um pouco mais!
Essa sou eu. Admito. E você, quem é no desfiar desses tempos?
2 comentários:
Linda fiiaaa...PERFEITA!
DEUS FOI FAZER POESIA QD TE CONHECEU!!
...E quando te fez, pingando os sentimentos e talentos Ele deixou [sem querer] cair uma gota a mais de exagero! kkkkkkkk
Brincadeira, brigada Ana...
O que sobejou em tu foi um coração enorrrrrrrrme!
XD
Postar um comentário