
Numa tardezinha comum, de uma cidade comum, numa praça comum, havia um homem preocupado.
Jonas tinha 43 anos. Não que isso fosse o indicativo de qualquer coisa, mas a essa idade é comum certos conflitos. Tinha em suas mãos um par de alianças e seus pensamentos perdidos como aventureiro em terra desconhecida.
Sempre fora um homem sério e exacerbadamente objetivo; mesmo quando criança, se comportava como adulto e agora em adulto, sentia-lhe sobressaírem os calafrios que não sentira nem nos tempos da adolescência.
Não que estivesse incerto do que queria... Isso não; pediria Ângela em casamento nem que sofresse uma taquicardia e um infarto antes mesmo de ouvir a resposta! Porque era isso mesmo que aquele homem de poucas palavras temia: a resposta.
E se Ângela lhe dissesse não? Como seria a sua vida dali em diante? Certamente terminariam também o relacionamento que tinham... Jonas não era mais homem de encontros casuais, queria compromisso. Nem tampouco aceitaria críticas e chacotas dos vizinhos ao saberem que ele, um quarentão que nunca se casara, havia sido recusado pela viúva mais bonita da cidade.
Terminaria.
Se Ângela não lhe dissesse sim, era porque não tinha mesmo que ser, aceitaria o destino.
Com os cotovelos sobre as coxas e exalando o perfume que a própria Ângela lhe presenteara, Jonas seguia brincando com a caixinha aveludada que guardava o símbolo de sua sina: ser feliz ao lado da mulher que logo pediria em casamento, ou morrer como um solteirão. Não que lhe preocupasse casar para ter descendência na face na terra, não gostava mesmo de crianças... Se pelo menos eles já nascessem grandes... Com jovens ele sabia lidar muito bem, era professor no colegial.
Queria mesmo era ter alguém ao seu lado, uma mulher boa e confiável para dividir suas coisas, um pouco de si. Ângela era essa pessoa.
Conheceram-se por intermédio do falecido, o Jorge, dois anos atrás. Como Jonas nunca saía, um velho amigo seu que estava de volta à cidade o convidara para jantar em sua casa, digamos que Jonas aceitou apenas por educação, mas assim que seus olhos esticaram-se até o sofá onde Ângela estava sentada tranquilamente, aquela visita casual começara a fazer sentido.
Ângela era discreta e de feições românticas: tez clara, olhos firmes e melancólicos, e de sorriso inebriante, principalmente quando se destacavam as covinhas que tinha nas bochechas.
Jonas que geralmente não exigia muito em se tratando de beleza feminina, encantara-se completamente pela exuberância contida de Ângela.
Ps.: Tô de voltaaaa! [ao menos por enqto] Em breve ponho a segunda parte... =*
Jonas tinha 43 anos. Não que isso fosse o indicativo de qualquer coisa, mas a essa idade é comum certos conflitos. Tinha em suas mãos um par de alianças e seus pensamentos perdidos como aventureiro em terra desconhecida.
Sempre fora um homem sério e exacerbadamente objetivo; mesmo quando criança, se comportava como adulto e agora em adulto, sentia-lhe sobressaírem os calafrios que não sentira nem nos tempos da adolescência.
Não que estivesse incerto do que queria... Isso não; pediria Ângela em casamento nem que sofresse uma taquicardia e um infarto antes mesmo de ouvir a resposta! Porque era isso mesmo que aquele homem de poucas palavras temia: a resposta.
E se Ângela lhe dissesse não? Como seria a sua vida dali em diante? Certamente terminariam também o relacionamento que tinham... Jonas não era mais homem de encontros casuais, queria compromisso. Nem tampouco aceitaria críticas e chacotas dos vizinhos ao saberem que ele, um quarentão que nunca se casara, havia sido recusado pela viúva mais bonita da cidade.
Terminaria.
Se Ângela não lhe dissesse sim, era porque não tinha mesmo que ser, aceitaria o destino.
Com os cotovelos sobre as coxas e exalando o perfume que a própria Ângela lhe presenteara, Jonas seguia brincando com a caixinha aveludada que guardava o símbolo de sua sina: ser feliz ao lado da mulher que logo pediria em casamento, ou morrer como um solteirão. Não que lhe preocupasse casar para ter descendência na face na terra, não gostava mesmo de crianças... Se pelo menos eles já nascessem grandes... Com jovens ele sabia lidar muito bem, era professor no colegial.
Queria mesmo era ter alguém ao seu lado, uma mulher boa e confiável para dividir suas coisas, um pouco de si. Ângela era essa pessoa.
Conheceram-se por intermédio do falecido, o Jorge, dois anos atrás. Como Jonas nunca saía, um velho amigo seu que estava de volta à cidade o convidara para jantar em sua casa, digamos que Jonas aceitou apenas por educação, mas assim que seus olhos esticaram-se até o sofá onde Ângela estava sentada tranquilamente, aquela visita casual começara a fazer sentido.
Ângela era discreta e de feições românticas: tez clara, olhos firmes e melancólicos, e de sorriso inebriante, principalmente quando se destacavam as covinhas que tinha nas bochechas.
Jonas que geralmente não exigia muito em se tratando de beleza feminina, encantara-se completamente pela exuberância contida de Ângela.
Ps.: Tô de voltaaaa! [ao menos por enqto] Em breve ponho a segunda parte... =*
6 comentários:
é intrigante esse começo hein! bom, se você for igual a mim, vem coisa boa por aí, pois, não acredito em destino!! hehehehe.
abraço.
Que venha a segunda part...
Gostei mesmo.
parabéns.
Só passando.
Até mais.
hey, só respondendo...
Já lia a menina que roubava livros, li no início do ano passado.
E é um dos meus livrs favoritos...
O autro é o meu preferido, arrisco dizer.
E quanto a pegar o texto para mostrar a amigos, pode sim. XD
até mais.
"Vc já assistiu o filme'the blue car??"
Não ainda não vi este filme, mas quando tiver a oportunidade vou ver e lembrar de vc!
bem, estarei esperando a segunda parte, me pareceu alguma história que já ouvi em algum lugar, ou imaginei em alguma data, mas não me recordo detalhes, a lembrança é só pro texto ter mais ar de veracidade!!
beijos
Uii, anciosa pela segunda parte amigaa!
Bjaum.
Guria!!!To eu aqui acompanhando outra história...que essa não seja tão trágica heim????
Viu a última da mel fujona????
Essas reviravoltas....
Meu conto já tinha um final.Outro.Agora provavelmente vai ter outro...é o que dar contar a vida de alguém.....rsrsrsr
bjks
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