Minha beleza não é perfeita,
nem é pouca, nem muito exata.
Tem cara de gente amanhecendo,
correndo pelo sustento.
Minha beleza inspira, expira,
por vezes perde a validade
prestando contas à verdade do espelho.
Vejo não ser aquilo que vejo.
Minha beleza escorre dos dedos
segredos não ditos aos olhos nús,
Quisera eu uma cruz mais bela
que aquela que carrego escondida.
Minha beleza foi de sacola à feira
e nada comprou, roubaram-lhe a carteira.
Voltou faminta, fazia tempo não comia,
roubou lá uns farelos para não cair em anemia.
Minha beleza, outra beleza,
passou por baixo da catraca,
sentou-se à janela do ônibus,
conformou-se com o trânsito, adormeceu.
(Não sei quem escreveu esse,
mas é a definição perfeita
de minha beleza...
Um dia eu cresço e escrevo algo assim...)
keu azevedo
Sou egocêntrica e de um humor às vezes ácido, às vezes imbecil. Tenho péssima memória e uma timidez inconveniente. Meio desajeitada, meio lerda, nerd simpatizante. Com uma forte tendência melancólico-saudosista e uma paixão descomedida por Literatura. Gosto de estar certa, gosto de ser mimada e tenho PHD em longas esperas. Cuidado: sou altamente instável, nasci potencialmente predisposta à falhas de execução.
7 de maio de 2008
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1 comentários:
KEEEUU!
Adorei isso tbm!
Fala de uma beleza de alguém comum...e ñ de plástico(da barbie)!
Doreeii!
bjoo.
Apareça+ lá no meu blog viu?
Ele sente saudades...
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